Um profissional de segurança do trabalho resolveu fazer um teste estatístico de hipótese para verificar qual seria o melhor horário para a realização de um treinamento. No final do teste, foi verificado que ocorreu o erro tipo I. Esse erro acontece quando:
- A)rejeitamos a hipótese nula (H0 ) quando ela é falsa
Errada, porque rejeitar H0 quando ela é falsa é a decisão correta, não um erro.
- B)não rejeitamos a hipótese nula (H0 ) quando ela é falsa
Errada, porque não rejeitar H0 quando ela é falsa caracteriza erro tipo II.
- C)rejeitamos a hipótese nula (H0 ) quando ela é verdadeira
Certa, porque erro tipo I ocorre quando você rejeita H0 mesmo ela sendo verdadeira.
- D)não rejeitamos a hipótese nula (H0 ) quando ela é verdadeira
Errada, porque não rejeitar H0 quando ela é verdadeira é a decisão correta.
Gabarito: C
Em testes de hipótese, você sempre começa com a hipótese nula (H0), que é a ideia inicial a ser colocada à prova. A partir da amostra, a decisão pode levar à rejeição ou à não rejeição de H0. O segredo está no tipo de erro cometido em cada decisão. O erro tipo I acontece quando você rejeita a hipótese nula mesmo ela sendo verdadeira. Em linguagem simples: você acusa algo que, na verdade, não deveria ter sido descartado. É o famoso “falso positivo”, muito cobrado em Estatística. Já o erro tipo II é o contrário: você não rejeita a hipótese nula quando ela é falsa. Aqui, você deixa passar uma hipótese que deveria ter sido rejeitada. Por isso, é importante não confundir os dois, porque as bancas adoram essa troca de roupa conceitual. Logo, o gabarito está correto na alternativa C, pois descreve exatamente o erro tipo I: rejeitar H0 quando H0 é verdadeira. Esse é o conceito clássico usado em testes de hipótese, sem mistério e sem pegadinha de último minuto.