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Estatística · FGV · 2025

Questão comentada de Estatística

Um especialista em testes de aderência avalia se uma tábua biométrica representa corretamente a mortalidade real dos segurados. A hipótese nula sempre é definida como “a tábua biométrica é aderente à população”. A experiência acumulada no mercado segurador revela que 10% das tábuas testadas não são aderentes. Além disso, os parâmetros do teste estatístico adotado são o nível de significância de 5% e o poder do teste de 80%. Suponha que o profissional tenha rejeitado a hipótese nula em um determinado teste. Nessa situação, a probabilidade real de que a tábua biométrica NÃO seja aderente é igual a:

Gabarito: E

Aqui a ideia é clássica de prova: não basta olhar para o resultado do teste, você precisa combinar esse resultado com a taxa real do problema na população. Quando o enunciado diz que 10% das tábuas não são aderentes, isso é a probabilidade prévia de o caso ser ruim antes do teste. E o poder de 80% diz que, se a tábua realmente não for aderente, o teste a rejeita em 80% das vezes. Vamos montar a conta com a lógica de Bayes. A chance de a tábua ser não aderente e o teste rejeitar a hipótese nula é 10% x 80% = 8%. Já a chance de a tábua ser aderente e mesmo assim o teste rejeitar, por erro tipo I, é 90% x 5% = 4,5%. Então, entre todos os casos em que houve rejeição da hipótese nula, a parcela que corresponde a tábua realmente não aderente é 8% dividido por 12,5%, o que dá 64%. Ou seja, rejeitar a hipótese nula não significa certeza absoluta de problema, mas aqui a probabilidade real fica bem alta. Em linguagem de concurso, o caminho é: prevalência x poder no numerador, e somar as duas formas de rejeição no denominador. É exatamente por isso que o gabarito é a letra E. A base matemática é o Teorema de Bayes, muito usado quando se quer transformar um resultado de teste em probabilidade real do evento.

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