Num serviço de entrega de encomendas, o compromisso é fazer a entrega aos clientes no máximo às 10 horas da manhã do dia seguinte ao despacho. Para qualquer entrega com mais de 2 horas de atraso, em relação ao prazo, a empresa é penalizada em R$ 10,00 na forma de desconto para o cliente. Convertendo-se a penalidade em uma função perda de Genichi Taguchi, definida por L=k(y-m)², temos que o custo por hora será de:
- A)R$ 1,00;
Errada, porque R$ 1,00 não satisfaz a igualdade 10 = k(2)^2.
- B)R$ 2,50;
Certa, pois 10 = k \u00d7 4, logo k = 2,5.
- C)R$ 5,00;
Errada, porque R$ 5,00 dobraria indevidamente o coeficiente da função perda.
- D)R$ 10,00;
Errada, porque R$ 10,00 confunde a penalidade total com o coeficiente k.
- E)R$ 20,00.
Errada, porque R$ 20,00 é muito acima do valor obtido ao calibrar a função pela penalidade informada.
Gabarito: B
A função perda de Taguchi serve para mostrar que, quanto mais você se afasta do valor ideal, maior fica o prejuízo, e esse aumento não é linear, mas quadrático. Na fórmula L = k(y - m)^2, o termo m representa o alvo ou prazo ideal, e y é o valor observado. Aqui, o prazo é entregar até 10 horas, e o enunciado diz que, com mais de 2 horas de atraso, a penalidade é de R$ 10,00. Então basta usar esse ponto conhecido para achar k. Se o atraso é de 2 horas, a perda é 10, logo: 10 = k(2)^2. Isso dá 10 = 4k, então k = 2,5. Esse k é o custo por hora ao quadrado na função de Taguchi, isto é, o coeficiente da perda. Como o enunciado pede o valor do custo por hora nessa modelagem, o resultado é R$ 2,50. A banca costuma cobrar exatamente essa leitura: usar o ponto de penalidade dado para calibrar a função, sem inventar complicação. Resumo de prova: se a perda é 10 para 2 horas de desvio, você divide 10 por 4. Resultado limpinho: R$ 2,50.