Há evidências de que uma alta pressão sanguínea esteja associada a um aumento de óbitos por problemas cardiovasculares. Em um estudo foram examinados 3.000 homens com alta pressão sanguínea e 2.400 homens com baixa pressão. Durante o período do estudo, 12 homens do grupo de baixa pressão e 30 do grupo de alta pressão faleceram por problemas cardiovasculares. A chance de morrer de problemas cardiovasculares no grupo de alta pressão é dada, aproximadamente, por:
- A)0,005;
Errada, porque 0,005 corresponderia a 15 mortes em 3.000 pessoas, e não 30.
- B)0,01;
Certa, pois a probabilidade no grupo de alta pressão é 30/3000 = 0,01.
- C)0,1;
Errada, porque 0,1 seria 10%, ou 300 mortes em 3.000, muito acima do observado.
- D)0,05;
Errada, porque 0,05 equivale a 5%, e aqui a frequência observada é de apenas 1%.
- E)0,5.
Errada, porque 0,5 seria 50%, o que está totalmente fora da proporção de óbitos informada.
Gabarito: B
Aqui a ideia é bem simples: quando a questão fala em "chance de morrer" em um grupo específico, você deve montar a probabilidade como número de eventos favoráveis dividido pelo total de pessoas daquele grupo. No grupo de alta pressão, houve 3.000 homens e 30 mortes por problemas cardiovasculares. Então a conta é 30 dividido por 3.000. Fazendo a divisão, temos 30/3000 = 0,01. Em linguagem prática, isso significa 1% de chance, isto é, 1 caso a cada 100 homens desse grupo, aproximadamente. Em prova, a banca costuma trocar isso por porcentagens, frações ou decimais para ver se você não se distrai no meio do caminho. Perceba que o enunciado não pede uma comparação entre os grupos, nem uma razão de riscos, só a probabilidade no grupo de alta pressão. Então o foco é sempre: mortes no grupo de alta pressão sobre o total do grupo de alta pressão. Sem inventar moda, sem misturar com o grupo de baixa pressão. Por isso, o gabarito é a alternativa B, pois 30/3000 = 0,01. É a leitura mais direta de probabilidade empírica, isto é, uma frequência observada no estudo.