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Estatística · CESPE/CEBRASPE · 2023

Questão comentada de Estatística

Em uma cidade composta por 7.600 eleitores, pretende-se estimar a porcentagem daqueles que avaliam positivamente a gestão do atual prefeito municipal. Nessa situação hipotética, o tamanho da amostra aleatória simples que garanta um erro amostral não superior a 5% será igual a

Gabarito: A

Quando a questão fala em estimar uma porcentagem, você está lidando com proporção. Em amostragem aleatória simples, a ideia é escolher um tamanho de amostra que limite o erro amostral máximo. Para proporções, usa-se a fórmula-padrão n0 = 1/E² quando não se informa proporção prévia, assumindo o pior caso p = 0,5, que maximiza a variabilidade. Com erro de 5%, fica n0 = 1/(0,05)² = 400. Como a população é finita e conhecida, não basta parar no 400 bruto. Aí entra a correção para população finita, que reduz um pouco a amostra: n = (N·n0)/(N + n0 - 1). Substituindo N = 7.600 e n0 = 400, temos n = (7600·400)/(7600 + 400 - 1) = 3.040.000/7.999 ≈ 380. Ou seja, a amostra mínima fica em 380 eleitores. Em prova, essa conta costuma aparecer como um pequeno presente disfarçado de fórmula: primeiro acha o tamanho para população infinita, depois ajusta para a população real. É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa A. Se a banca não informa a proporção esperada, o padrão é usar p = q = 0,5, porque esse é o cenário mais conservador. Isso é doutrina estatística básica de dimensionamento amostral, muito cobrada em concursos.

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