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Direito Previdenciário · MPE-RJ · 2022

Questão comentada de Direito Previdenciário

Considere que José é pessoa com deficiência moderada, tem 20 (vinte) anos, reside com sua mãe que está desempregada, recebe o benefício de prestação continuada, mas a partir de hoje vai começar a trabalhar em uma loja e terá remuneração de dois salários-mínimos, tornando-se segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social. Com base na situação hipotética, é correto afirmar que José

Gabarito: E

Aqui a palavra-chave é auxílio-inclusão. Ele foi criado para estimular a pessoa com deficiência que recebe o BPC e entra no mercado de trabalho formal, sem perder totalmente a proteção previdenciária. A lógica é simples: se a pessoa com deficiência moderada ou grave passa a trabalhar com remuneração de até 2 salários-mínimos, pode receber esse benefício compensatório, desde que cumpra os requisitos legais da Lei 8.742/1993, especialmente o art. 94-A. No caso de José, ele tem deficiência moderada, recebia o BPC e vai começar a trabalhar com remuneração de dois salários-mínimos. Isso o coloca dentro da hipótese legal de concessão do auxílio-inclusão. O benefício é devido a partir da data do requerimento, e não desde o início automático do trabalho, o que costuma cair bastante em prova. Outro ponto importante: o valor do auxílio-inclusão corresponde a 50% do valor do BPC. Não confunda com salário, adicional ou complemento previdenciário. Além disso, a lei prevê que ele não está sujeito a desconto de contribuição previdenciária, justamente porque não é remuneração do trabalho, mas um benefício assistencial vinculado à inclusão laboral. Resumindo o raciocínio da banca: José preenche a condição de pessoa com deficiência que saiu do BPC e ingressou em atividade remunerada dentro do limite legal. Por isso, a alternativa correta é a que descreve o direito ao auxílio-inclusão, com início no requerimento e valor de metade do BPC.

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