Segundo Vacaro & Pedroso (2011), a falta de articulação do INSS com as empresas, em muitos casos, provoca:
- A)Demissão do reabilitado ou o retorno para a perícia médica.
Correta: a falta de articulação entre INSS e empresa pode levar à dispensa do reabilitado ou ao retorno à perícia médica.
- B)Desejo no trabalhador em ser aposentado.
Errada: a questão trata de consequência prática da falta de integração institucional, não de desejo pessoal do trabalhador.
- C)Desvalia do segurado devido a sua incapacidade.
Errada: "desvalia" não é o efeito apontado pelo autor; o problema é a dificuldade de reinserção no trabalho.
- D)Insegurança no trabalhador para permanência na empresa.
Errada: a alternativa fala em insegurança subjetiva, mas o foco do enunciado é a consequência objetiva da má articulação com a empresa.
- E)Troca constante das atividades pelo segurado.
Errada: a questão não aponta troca constante de atividades, e sim falha no encaminhamento e manutenção do reabilitado no emprego.
Gabarito: A
A reabilitação profissional no INSS existe para ajudar o segurado a voltar ao mercado de trabalho quando a incapacidade impede o exercício da função habitual, mas não necessariamente impede toda e qualquer atividade. Em outras palavras, não é um programa para "encostar" o trabalhador, e sim para reaproveitar sua capacidade residual com treinamento, adaptação e encaminhamento. A base está na Lei 8.213/1991, especialmente nos arts. 89 a 93, que tratam da reabilitação e da manutenção do vínculo com a atividade laborativa. Segundo Vacaro & Pedroso (2011), quando o INSS não se articula bem com as empresas, o processo de reinserção fica capenga: a empresa nem sempre recebe o trabalhador reabilitado de forma adequada, e isso pode acabar em dispensa ou em novo retorno para avaliação pericial. É aquele tipo de situação em que o papel diz "reabilitado", mas a prática diz "volta amanhã para a perícia". Por isso, a alternativa A está correta: a falta de articulação entre INSS e empregadores pode provocar a demissão do reabilitado ou o retorno para a perícia médica. A ideia central é que, sem integração entre previdência e empresa, o reabilitado fica sem sustentação prática para permanecer no posto adaptado. As demais alternativas fogem do ponto estudado: o problema não é um desejo subjetivo do trabalhador, nem uma "desvalia" genérica, nem simples insegurança ou troca constante de atividades. O foco da questão é a falha institucional na reinserção profissional do segurado.