João, ocupante exclusivo de cargo em comissão no âmbito do Poder Executivo do estado Sigma, preencheu os requisitos para a aposentadoria voluntária, mas teve o seu requerimento indeferido pelo órgão competente. Pouco mais de seis meses após o indeferimento, decidiu ingressar com uma ação judicial, perante o juízo competente de primeira instância, com o objetivo de que fosse reconhecido o seu direito à aposentadoria. Em sua análise preliminar, constatou que que a comarca na qual tinha domicílio não era sede de vara federal. Considerando os balizamentos estabelecidos pela Constituição da República, é correto afirmar que João
- A)por ser servidor do estado Sigma, deve ajuizar eventual ação perante a Justiça Estadual.
Errada: o vínculo previdenciário de ocupante exclusivo de cargo em comissão é com o RGPS, e não simplesmente com regime estadual.
- B)está vinculado ao regime próprio de previdência social, logo, deve ajuizar a ação perante a Justiça Estadual.
Errada: ocupante exclusivo de cargo em comissão não se vincula ao RPPS.
- C)está vinculado ao regime geral de previdência social, logo, pode ajuizar a ação perante a Justiça Estadual caso a lei o autorize.
Correta: vincula-se ao RGPS e pode ajuizar na Justiça Estadual se a lei autorizar na comarca sem vara federal.
- D)irá discutir matéria previdenciária, logo, quer esteja vinculado ao regime próprio de previdência social, quer ao regime geral, deve ajuizar a ação perante a Justiça Federal.
Errada: matéria previdenciária de RPPS estadual não vai necessariamente à Justiça Federal.
- E)deve ajuizar a ação perante a Justiça Federal, já que o fato de a comarca em que reside não ser sede de vara federal, não afasta o caráter absoluto da competência desse ramo.
Errada: a ausência de vara federal pode autorizar a competência delegada estadual em matéria previdenciária.
Gabarito: C
O ocupante exclusivamente de cargo em comissão está vinculado ao Regime Geral de Previdência Social, não ao regime próprio. Nas ações previdenciárias contra instituição federal, a Constituição admite processamento na Justiça Estadual quando a comarca não é sede de vara federal, se houver autorização legal.