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Direito Previdenciário · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Previdenciário

Júlio César, contador autônomo, desempenha suas funções em favor de diversas pessoas físicas, em auxílio a questões contábeis variadas. Júlio César não faz parte de qualquer pessoa jurídica, exercendo suas atividades diretamente, sem o intermédio de sociedades ou auxílio de empregados. Sobre a situação hipotética narrada, é correto afirmar que

Gabarito: D

Júlio César trabalha por conta própria, para várias pessoas físicas, sem empresa no meio e sem empregados. Esse retrato é clássico de segurado obrigatório do RGPS na categoria de contribuinte individual, prevista na Lei 8.213/91 e na Lei 8.212/91. Em outras palavras: quem exerce atividade remunerada por conta própria não fica “solto no mundo previdenciário”; entra automaticamente no sistema. E aí vem a consequência prática: o contribuinte individual tem de recolher contribuições sobre o seu salário-de-contribuição mensal, nos termos da legislação previdenciária, com a lógica de custeio do RGPS. Por isso o item D está correto. A obrigação de recolhimento é justamente o que mantém a engrenagem funcionando, sem mágica e sem boleto ignorado. As demais alternativas escorregam em pontos bem comuns de prova. Júlio não é segurado facultativo, porque ele trabalha e, portanto, se filia obrigatoriamente ao RGPS. Também não é correto dizer que só empregados são segurados obrigatórios. E, se depois ele ingressar em cargo público, o tempo de atividade privada pode ser contado para fins previdenciários, mediante a devida averbação/contagem recíproca, não havendo essa exigência estranha de autorização judicial. Resumo de concurso: atividade remunerada por conta própria = contribuinte individual; contribuição mensal é devida; e a banca adora trocar a categoria correta por termos que soam parecidos, mas não são.

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