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Direito Previdenciário · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Direito Previdenciário

Jones presta serviço de natureza contínua à família de Bianca, na casa dela, em atividade sem fim lucrativo. Ele é pai de Lucas, de 8 anos de idade. Pedro é padre na Igreja Católica. Amanda, irmã de Joana, que tem 24 anos de idade e é inválida, não exerce atividade remunerada. Tendo como referência essas informações, assinale a opção correta.

Gabarito: B

Nesta questão, a banca mistura três temas clássicos do RGPS: dependentes, salário-família e inscrição do segurado. O truque é sempre olhar a categoria da pessoa e perguntar: ela é segurado obrigatório, dependente ou apenas alguém que entra no sistema por força da lei? A resposta costuma estar nesse detalhe fino que o CESPE adora espremer. No caso de Jones, ele presta serviço contínuo, na residência da família, sem finalidade lucrativa. Isso caracteriza o empregado doméstico. Para essa espécie de segurado, o salário-família é devido quando houver filho de até 14 anos ou inválido de qualquer idade, e a comprovação da filiação é feita pela certidão de nascimento. Por isso, para a lógica cobrada na questão, a alternativa B está correta. Já Amanda e Joana entram na parte de dependentes: irmã é dependente da classe III, mas a invalidez não dispensa a prova de dependência econômica. Ou seja, ser inválida ajuda no requisito etário, mas não transforma a dependência em automática. Essa é a pegadinha favorita da banca. Em relação ao padre, ministro de confissão religiosa é segurado obrigatório na condição de contribuinte individual, e a inscrição pode ser tratada com base na atividade exercida. Quanto ao empregado doméstico, a falta de recolhimento não apaga automaticamente o vínculo nem o tempo de serviço, porque a obrigação de recolher é do responsável pelo recolhimento, não do trabalhador. A banca gosta muito de confundir isso com perda de direitos do segurado, o que geralmente é errado.

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