Um rio enquadrado em Classe 2, segundo a Resolução CONAMA nº 357/2005, com vazão de 1500 L/s, receberá uma descarga de efluentes domésticos tratados. O rio possui uma concentração de DBO real de 3 mg/L, em função de outros despejos à montante. O efluente tem vazão de 50 L/s. Qual deve ser a concentração máxima de DBO do efluente tratado para que o rio continue na Classe 2 do enquadramento? Admita a mistura completa do poluente com a vazão do rio na seção transversal.
- A)65 mg/L.
Correta. O balanço de massa dá concentração máxima de 65 mg/L.
- B)5 mg/L.
Incorreta. 5 mg/L é o limite final no corpo receptor, não a concentração máxima do efluente.
- C)30 mg/L.
Incorreta. 30 mg/L ficaria abaixo do máximo calculado, mas não é o valor limite pedido.
- D)50 mg/L.
Incorreta. 50 mg/L também é inferior ao máximo calculado, mas não representa o limite máximo.
- E)250 mg/L.
Incorreta. 250 mg/L elevaria a DBO da mistura acima do limite de Classe 2.
Gabarito: A
Para manter o rio em Classe 2, a DBO após mistura deve ficar até 5 mg/L. Pela mistura completa: (1500 x 3 + 50 x C) / 1550 = 5. Resolvendo, C = 65 mg/L, que é a concentração máxima admitida para o efluente nesse cenário simplificado.