Consoante o que dispõe a Lei nº 9.433/1997, entre os instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos não se inclui
- A)os planos de recursos hídricos.
Correta, porque os planos de recursos hídricos estão expressamente previstos como instrumento da Política Nacional de Recursos Hídricos.
- B)o sistema de informações sobre recursos hídricos.
Correta, pois o sistema de informações sobre recursos hídricos é um dos instrumentos previstos na Lei nº 9.433/1997.
- C)a priorização no uso da água para o uso industrial.
Errada, porque a lei não prevê priorização do uso da água para a indústria; a prioridade legal em escassez é para o consumo humano e a dessedentação de animais.
- D)a cobrança pelo uso de recursos hídricos.
Correta, já que a cobrança pelo uso de recursos hídricos está expressamente entre os instrumentos da política.
- E)o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água.
Correta, pois o enquadramento dos corpos de água em classes segundo os usos preponderantes é instrumento previsto no art. 5º da Lei nº 9.433/1997.
Gabarito: C
A Lei nº 9.433/1997, conhecida como Lei das Águas, organiza a Política Nacional de Recursos Hídricos e lista seus instrumentos no art. 5º. São eles: os planos de recursos hídricos, o enquadramento dos corpos de água em classes, a outorga de direitos de uso, a cobrança pelo uso, a compensação a municípios e o sistema de informações sobre recursos hídricos. Perceba a lógica da lei: ela não cria uma preferência genérica para setores econômicos, mas um modelo de gestão planejada e racional da água. A ideia é administrar um bem público e limitado com prioridade para usos múltiplos e controle pelo poder público. É por isso que a letra C está errada. A lei não traz "priorização no uso da água para o uso industrial" como instrumento. O que existe é regra de prioridade em situações de escassez, e ela favorece o consumo humano e a dessedentação de animais, não a indústria. Então, se aparecer na prova qualquer "priorização" ligada a setor econômico específico, desconfie. A banca gosta de trocar um instrumento verdadeiro por uma frase bonita, mas fora do texto legal.