De acordo com a resolução CONAMA nº 422, de 23 de março de 2010, “são diretrizes das campanhas, projetos de comunicação e educação ambiental”, quanto à linguagem,
- A)promover a educomunicação, propiciando a construção, a gestão e a difusão do conhecimento a partir das experiências da realidade socioambiental de cada local.
Incorreta, porque trata de educomunicação e gestão do conhecimento, não da diretriz específica sobre linguagem.
- B)adequar-se ao público envolvido, propiciando a fácil compreensão e o acesso à informação aos grupos social e ambientalmente vulneráveis.
Correta, pois a resolução determina que a linguagem deve se adequar ao público, com fácil compreensão e acesso à informação, inclusive para grupos vulneráveis.
- C)buscar a integração com ações, projetos e programas de educação ambiental desenvolvidos pelo Órgão Gestor da PNEA e pelos Estados e Municípios.
Incorreta, porque fala de integração com ações e programas de educação ambiental, e não da linguagem usada nas campanhas.
- D)destacar os impactos socioambientais causados pelas atividades antrópicas e as responsabilidades humanas na manutenção da segurança ambiental e da qualidade de vida.
Incorreta, pois aborda conteúdo e enfoque dos impactos socioambientais, não a diretriz de linguagem exigida pela norma.
Gabarito: B
A Resolução CONAMA nº 422/2010 trouxe diretrizes para campanhas, projetos de comunicação e educação ambiental, e a ideia central é fazer a mensagem chegar de forma útil, clara e adequada a quem vai recebê-la. Em prova, isso costuma aparecer como cuidado com o público, com a realidade local e com a participação social. Não basta falar bonito: a comunicação ambiental precisa ser compreensível e efetiva. Quando o enunciado fala especificamente em linguagem, a chave está na adaptação ao público. A norma exige que a linguagem seja adequada aos grupos envolvidos, com fácil compreensão e acesso à informação, especialmente para públicos social e ambientalmente vulneráveis. Ou seja, a regra quer comunicação democrática, sem juridiquês, sem tecnicês desnecessário e sem excluir quem mais precisa da informação. Por isso, o item B está correto: ele traduz exatamente esse comando normativo da CONAMA 422/2010. A banca gosta de trocar essa ideia por outras diretrizes da mesma resolução, como integração institucional, educomunicação e valorização das realidades socioambientais, mas isso não é o ponto específico pedido aqui. Em resumo: se a questão falar em linguagem, pense em clareza, adequação ao público e acessibilidade informacional. A resolução quer que a educação ambiental converse com as pessoas de verdade, e não apenas com quem já domina o assunto.