Assinale a alternativa que apresenta a caracterização da zona de amortecimento de uma unidade de conservação.
- A)É uma área onde as atividades humanas são totalmente proibidas.
Errada, porque a zona de amortecimento não proíbe totalmente as atividades humanas; ela apenas impõe regras e restrições.
- B)É uma área onde as atividades humanas são livremente permitidas.
Errada, porque as atividades humanas não são livres nessa área, já que o objetivo é justamente controlar impactos sobre a unidade.
- C)É uma área onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas.
Certa, pois a zona de amortecimento é o entorno da unidade de conservação sujeito a normas e restrições específicas.
- D)É uma área exclusivamente reservada para a pesquisa científica.
Errada, porque essa área não é exclusiva para pesquisa científica; ela serve como faixa de proteção e ordenamento do entorno.
Gabarito: C
A zona de amortecimento é uma faixa ao redor da unidade de conservação que funciona como um “colchão de proteção”. A ideia é simples: não se trata de impedir toda atividade humana, mas de evitar que usos intensos no entorno prejudiquem o ambiente protegido lá dentro. Pela Lei 9.985/2000, que institui o SNUC, a zona de amortecimento é o entorno de uma unidade de conservação onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, definidas no ato de criação da unidade ou em regulamento posterior. Em outras palavras, você pode até ter ocupação e uso, mas com freios e regras para proteger a UC. Isso é muito cobrado em prova porque a banca adora misturar “proteção ambiental” com “proibição total”. Só que a zona de amortecimento não é sinônimo de área intocável. Ela existe justamente para compatibilizar proteção ambiental e usos possíveis no entorno, reduzindo impactos como poluição, ruído, ocupação desordenada e pressão imobiliária. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz exatamente a lógica legal do SNUC: atividades humanas podem ocorrer, mas ficam condicionadas a normas e restrições específicas. É a clássica ideia do “pode, mas com limites”.