Em 2024, duas escolas do setor público realizaram uma permuta de ativos. Deste modo, a Escola Municipal A transferiu para a Escola Municipal B um computador, que tinha valor contábil de R$ 10.000 e recebeu, em troca, R$ 8.000 em material de escritório e R$ 2.000. O fluxo de caixa gerado pela atividade de investimento na Demonstração dos Fluxos de Caixa da Escola Municipal A foi
- A)Zero.
Errada, porque houve entrada de R$ 2.000 em dinheiro na operação.
- B)R$ 2.000.
Certa, pois somente a parcela recebida em caixa compõe o fluxo de investimento.
- C)R$ 8.000.
Errada, porque R$ 8.000 foi recebimento em material de escritório, não em caixa.
- D)R$ 10.000.
Errada, porque o valor contábil do computador não é o fluxo de caixa gerado.
- E)R$ 12.000.
Errada, porque soma o valor contábil com a operação, mas a DFC considera apenas a parte monetária.
Gabarito: B
Na Demonstração dos Fluxos de Caixa, o que entra é dinheiro de verdade e seus equivalentes. Troca de ativos sem entrada ou saída de caixa, por si só, não vira fluxo de caixa. É como trocar figurinhas: o patrimônio muda, mas o caixa pode nem sentir o cheiro da operação. Aqui, a Escola Municipal A entregou um computador com valor contábil de R$ 10.000 e recebeu em troca R$ 8.000 em material de escritório e R$ 2.000 em dinheiro. Para a DFC, só interessa a parcela em caixa. O material de escritório é recebimento em bens, não é fluxo de caixa. Como a questão fala em atividade de investimento, a entrada de caixa gerada foi de R$ 2.000. Isso segue a lógica da NBC TSP 12 e, por analogia, do CPC 03 (R2): na DFC, transações que não envolvem caixa não são reconhecidas como fluxo, enquanto a parcela monetária da operação é registrada normalmente. Então, o gabarito B está correto porque a única entrada de caixa na permuta foi de R$ 2.000. O resto da operação mexe com o patrimônio, mas não com o caixa.