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Contabilidade Pública · FGV · 2023

Questão comentada de Contabilidade Pública

Um ente municipal realizou uma operação de crédito autorizada pelo Poder Legislativo com o objetivo de custear a construção de dois viadutos para melhorar o fluxo de trânsito na cidade. Esse tipo de transação tem custos que precisam ser devidamente controlados e tratados à luz das disposições do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP). Se o Município optar por adotar o tratamento padrão para os custos dos empréstimos, deverá:

Gabarito: C

Quando a Administração pega dinheiro emprestado, os custos dessa operação, como juros e encargos, precisam seguir uma regra clara no MCASP. A lógica é simples: pelo tratamento padrão, esses custos não viram parte do valor do viaduto, nem ficam “passeando” em conta especial. Eles entram logo como despesa do período em que surgem. Isso vale mesmo que o empréstimo tenha sido feito para uma obra importante, como a construção dos viadutos. O fato de a verba ter destino definido não muda a regra padrão. A ideia do manual é evitar que o custo do empréstimo seja embutido no ativo, a não ser que a norma permita um tratamento alternativo específico para ativos qualificáveis. Esse ponto conversa com a sistemática do MCASP e com a linha da NBC TSP, em sintonia com a lógica da IAS 23: a capitalização dos custos de empréstimos é exceção, não regra. Portanto, se a questão fala em “tratamento padrão”, você já pode desconfiar que a despesa vai para o resultado do período. Por isso o gabarito é a letra C: o Município deve reconhecer os custos dos empréstimos como despesa no período em que forem incorridos, independentemente de como o empréstimo seja aplicado. Nada de empurrar esses custos para o valor do ativo por padrão.

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