Em 01/01/X0, um hospital do setor público adquiriu um veículo por R$50.000 para usar como ambulância. O hospital estimou que usuaria a ambulância durante 3 anos e depois a venderia por R$20.000. Em 31/12/X0, após contabilizar a despesa de depreciação, o hospital revisou o valor residual da ambulância e verificou que ela poderia ser vendida por R$40.000 ao final de sua vida útil. Assinale a opção que indica a despesa de depreciação da ambulância em 31/12/X1.
- A)Zero.
Correta, porque após a revisão o valor residual passou a igualar o valor contábil remanescente, zerando a base depreciável de X1.
- B)R$5.000.
Errada, pois R$5.000 só surgiria se ainda houvesse valor depreciável remanescente, o que não ocorre após a revisão.
- C)R$10.000.
Errada, porque essa seria a depreciação anual inicial, antes da revisão do valor residual.
- D)R$20.000.
Errada, pois não existe despesa de R$20.000 em X1 com o valor residual revisto para R$40.000.
- E)R$25.000.
Errada, porque a revisão do residual não cria uma nova despesa maior; ao contrário, elimina a depreciação futura.
Gabarito: A
A depreciação é a repartição sistemática do valor depreciável de um bem ao longo da sua vida útil. Em regra, você pega o custo do ativo, subtrai o valor residual e divide pelo tempo de uso estimado. Aqui, no início, a ambulância custou R$50.000, com vida útil de 3 anos e valor residual de R$20.000, então a depreciação anual inicial seria de R$10.000. Mas tem um detalhe importante: vida útil e valor residual não são tatuagem no balanço. Eles devem ser revisados periodicamente, e qualquer mudança vale para frente, não para trás. Isso é bem alinhado com o CPC 27, aplicado na contabilidade pública pela lógica patrimonial do MCASP. Em 31/12/X0, o hospital revisou o valor residual para R$40.000 no fim da vida útil. Depois de depreciar X0, o valor contábil da ambulância ficou em R$40.000. Se, a partir daí, o valor residual estimado no fim da vida útil também passou a ser R$40.000, então o valor depreciável remanescente virou zero: 40.000 menos 40.000. Sem base depreciável, não há nova despesa de depreciação em X1. Por isso, em 31/12/X1 a despesa de depreciação é zero. A revisão elevou o residual até encostar no valor contábil remanescente, e aí a depreciação para de fazer sentido. A contabilidade adora um bom “acabou, não tem mais o que distribuir”.