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Contabilidade Pública · FGV · 2023

Questão comentada de Contabilidade Pública

No processo de implantação de procedimentos contábeis patrimoniais, um ente público municipal promoveu uma avaliação dos itens incluídos em seu ativo imobilizado há mais de cinco anos e que em geral não são negociados em um mercado ativo. O gestor patrimonial solicitou um relatório detalhado de tais ativos, a partir de uma base de mensuração a valores de entrada. Para atender a solicitação do gestor, o referido relatório pode ser apresentado considerando:

Gabarito: B

Quando a questão fala em bens do ativo imobilizado que já estão no patrimônio há tempo e que, em geral, não têm mercado ativo, ela está apontando para um problema clássico de mensuração: como chegar a um valor de entrada confiável. Nesses casos, a lógica não é olhar para quanto o bem seria vendido, e sim para quanto custaria trazer um ativo equivalente para a entidade. É aí que entra o custo de reposição. O custo de reposição é uma base de mensuração a valor de entrada, porque estima o gasto necessário para substituir o bem por outro com potencial de serviço semelhante. Isso combina bem com a avaliação patrimonial de ativos usados no setor público, especialmente quando não há referência de mercado líquido e direto para comparação. Já o preço líquido de venda e o valor em uso são bases de saída, não de entrada. Ou seja, eles servem para estimar quanto o ativo renderia na venda ou no uso, e não quanto custaria obtê-lo. Por isso, não atendem ao pedido do gestor, que quer um relatório a partir de uma base de mensuração a valores de entrada. Em Contabilidade Aplicada ao Setor Público, esse raciocínio conversa com a NBC TSP e com o MCASP, que trabalham com bases de mensuração patrimonial distintas. Na prática, quando falta mercado ativo, a banca costuma cobrar justamente essa troca entre valor de entrada e valor de saída, para ver se você não cai na armadilha do nome bonito.

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