De acordo com a NBC T 16.11- Subsistema de Informação de Custos do Setor Público, o método de custeio está associado ao processo de identificação e associação do custo ao objeto que está sendo custeado. Entre os métodos apresentados, o custeio pleno consiste na
- A)apropriação dos custos de produção e das despesas aos produtos e serviços.
Correta: o custeio pleno apropria aos produtos e serviços tanto os custos de produção quanto as despesas.
- B)apropriação dos custos variáveis aos produtos e serviços e consideração dos custos fixos como despesa do período.
Errada: isso descreve o custeio variável, em que os custos fixos vão para despesa do período.
- C)alocação de todos os custos diretamente a todos os objetos de custeio sem rateios ou apropriações.
Errada: alocação sem rateios corresponde a lógica de custeio direto/variável em certos contextos, não ao custeio pleno.
- D)consideração de que todas as atividades desenvolvidas pelas entidades são geradoras de custos e consomem recursos.
Errada: essa é uma afirmação genérica sobre a natureza das atividades, não a definição de custeio pleno.
- E)relação estabelecida entre atividades e os objetos de custo por meio de direcionadores de custos que determinam quanto de cada atividade é consumida por eles.
Errada: essa descrição é típica do custeio baseado em atividades (ABC), com uso de direcionadores de custos.
Gabarito: A
A NBC T 16.11 trata do subsistema de informação de custos no setor público e lembra uma ideia central: o método de custeio é a forma de ligar o custo ao objeto custeado, que pode ser um serviço, uma atividade, um processo ou uma unidade. Em outras palavras, é o “caminho” escolhido para descobrir quanto algo realmente custou. No custeio pleno, a lógica é bem abrangente: você apropria aos produtos e serviços não só os custos de produção, mas também as despesas relacionadas. É por isso que ele costuma ser visto como um método mais completo, porque busca formar um custo total do objeto. A norma apresenta esse método nessa linha, e a banca costuma cobrar exatamente essa ideia. Então, a alternativa A está correta porque traduz o conceito de custeio pleno: apropriação dos custos de produção e das despesas aos produtos e serviços. Já as demais opções descrevem outros métodos ou conceitos da área de custos, como custeio variável, custeio direto e custeio baseado em atividades. Se você guardar uma regra simples, ajuda bastante: quando a palavra for “pleno”, pense em custo mais cheio, mais abrangente, sem deixar as despesas de fora. Em prova, a FGV gosta dessa troca de nomes bonitos por definições técnicas bem específicas.