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Contabilidade Pública · FGV · 2021

Questão comentada de Contabilidade Pública

Os entes públicos estão sujeitos a uma série de controles para auxiliar no equilíbrio da gestão fiscal, entre eles, destaca-se o limite de endividamento, fixado em percentual da Receita Corrente Líquida (RCL). Se, ao final de um quadrimestre, o Estado apresentou uma RCL de R$ 9 bilhões, o limite máximo admitido do saldo de dívida consolidada líquida será de:

Gabarito: E

Aqui a ideia é simples: a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) coloca freios no endividamento dos entes públicos para evitar que a conta fique maior que a capacidade de pagamento. Um desses freios é o limite para a dívida consolidada líquida, que no caso dos Estados é fixado em 200% da Receita Corrente Líquida, conforme a Resolução do Senado Federal n. 40/2001, em linha com o art. 30 da LRF. Traduzindo para números: se a RCL do Estado foi de R$ 9 bilhões, basta aplicar o percentual máximo permitido. Como o teto é 200%, fazemos 9 bilhões x 2 = 18 bilhões. Perceba o macete clássico de prova: a banca troca o percentual, tenta fazer você pensar em 20%, 120% ou outro valor parecido, mas aqui o limite legal dos Estados é de 2 vezes a RCL. Então o saldo máximo da dívida consolidada líquida será de R$ 18 bilhões. Em resumo: a resposta correta é a alternativa E, porque o teto de endividamento do Estado é exatamente o dobro da RCL informada.

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