Determinada organização adquiriu, em 15 de março de 2024, um novo veículo para auxiliar nas entregas de seus produtos. O veículo foi comprado por R$ 90.000,00, valor que inclui o preço do carro, as taxas de transporte e os custos com documentação necessários para colocá-lo em uso imediato. De acordo com o princípio contábil adotado, o valor total da aquisição foi registrado no ativo imobilizado pelo montante pago, expresso em moeda nacional, e servirá como base para o cálculo da depreciação ao longo da sua vida útil, estimada em cinco anos. Segundo o princípio aplicado, os ativos são registrados pelo valor pago, somado aos custos necessários para torná-los aptos a gerar benefícios. Qual é o nome do princípio contábil adotado nessa situação?
- A)Entidade.
Entidade é o princípio que separa o patrimônio da organização do patrimônio dos sócios ou de outras entidades, e não trata da forma de mensurar o ativo.
- B)Continuidade.
Continuidade parte da premissa de que a entidade continuará operando no futuro, mas não define o critério de registro do bem pelo custo de aquisição.
- C)Prudência do Valor.
Prudência orienta a escolha da menor estimativa quando houver incerteza, mas não é o princípio usado para registrar o ativo pelo valor pago e custos de colocação em uso.
- D)Registro do Valor Original.
É o princípio correto, pois determina que o ativo seja registrado pelo valor original da transação, incluindo os custos necessários para torná-lo apto a gerar benefícios.
Gabarito: D
Aqui a banca cobrou um princípio bem clássico da contabilidade: o Registro do Valor Original. A lógica é simples: quando um bem entra no patrimônio, ele deve ser reconhecido pelo valor que foi pago na aquisição, incluindo os gastos necessários para colocá-lo em condições de uso. Ou seja, não é só o preço “da etiqueta”, mas também transporte, documentação e outros custos diretamente ligados à compra. No caso do veículo, os R$ 90.000,00 foram registrados no ativo imobilizado porque esse foi o custo de aquisição em moeda nacional, já pronto para gerar benefícios econômicos. Esse valor também vira base para a depreciação ao longo da vida útil estimada. É o famoso “entrou, registrou pelo custo de entrada”, sem inventar moda. Esse princípio está previsto na doutrina contábil e na estrutura conceitual das normas brasileiras, em linha com o CPC e com a ideia de mensuração pelo custo histórico quando aplicável. Na contabilidade pública, a lógica é a mesma para o reconhecimento inicial dos ativos: valor original + gastos necessários para deixar o bem apto ao uso. Por isso o gabarito é a letra D. A questão praticamente descreve o princípio na própria frase: registro pelo valor pago, somado aos custos para colocar o ativo em funcionamento.