Uma prefeitura municipal elaborou, no início do exercício financeiro, um planejamento estratégico para três anos, com metas de redução de despesas correntes em 15% e aumento da arrecadação tributária em 20%. Para tanto, foram projetados os resultados esperados em função de diversas hipóteses de trabalho, como o aumento da eficiência na arrecadação de tributos e a renegociação de contratos com fornecedores. Ao final do primeiro ano, a prefeitura comparou os resultados alcançados com os projetados, identificando que as despesas correntes foram reduzidas em apenas 8%, enquanto a arrecadação cresceu 10%. Diante disso, os gestores ajustaram as projeções e as estratégias para os anos seguintes. Com base no caso apresentado e nas formas de análise das demonstrações financeiras, assinale a afirmativa correta.
- A)A análise utilizada pela prefeitura é uma análise horizontal, pois foca na variação percentual das despesas e receitas ao longo dos anos para medir a evolução dos resultados.
Errada, porque análise horizontal compara valores ao longo do tempo, mas o foco do caso é confrontar projeções com resultados esperados para ajustar o planejamento.
- B)A análise realizada pela prefeitura se caracteriza como análise vertical, pois avalia a composição das despesas correntes e da arrecadação em relação ao total do orçamento anual.
Errada, porque análise vertical examina a participação de cada item em relação ao total, e isso não é o que foi descrito no enunciado.
- C)O processo descrito se caracteriza como análise histórica, já que a prefeitura avaliou os resultados de anos anteriores para ajustar o planejamento financeiro dos próximos anos.
Errada, porque o caso não trata só de olhar dados passados, mas de usar projeções e hipóteses para reorientar decisões futuras.
- D)O caso ilustra uma análise prospectiva, pois compara os resultados financeiros reais com os resultados projetados em função de hipóteses e objetivos previamente definidos no planejamento estratégico.
Certa, porque a prefeitura comparou resultados reais com resultados projetados com base em hipóteses e metas previamente definidas.
Gabarito: D
Aqui a palavra-chave é projeção. A prefeitura não está apenas olhando o que aconteceu no passado nem a composição do orçamento em uma foto estática. Ela montou um planejamento com metas, hipóteses de trabalho e resultados esperados, depois comparou o que foi projetado com o que efetivamente ocorreu para ajustar as estratégias dos anos seguintes. Isso é bem típico de análise prospectiva, porque ela usa cenários, premissas e expectativas futuras para avaliar se o caminho planejado está funcionando. Em outras palavras: não basta saber quanto a despesa caiu ou quanto a receita subiu; o foco está em confrontar o realizado com o previsto para orientar decisões futuras. Na contabilidade pública, isso conversa diretamente com o uso gerencial das demonstrações e relatórios contábeis: eles não servem só para registrar o passado, mas também para apoiar planejamento, controle e tomada de decisão. A lógica do caso é justamente essa - planejar, comparar, corrigir a rota e seguir. Por isso, o gabarito é a letra D. As demais alternativas tentam encaixar o caso em análises clássicas de balanços, mas o enunciado destaca hipóteses, metas e projeções, que são traços de análise prospectiva, e não apenas análise horizontal ou vertical.