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Contabilidade Pública · CESPE/CEBRASPE · 2025

Questão comentada de Contabilidade Pública

Conforme as diretrizes do Manual de Demonstrativos Fiscais (14.ª edição), no contexto do anexo de riscos fiscais (ARF), contingência passiva consiste em

Gabarito: C

No Manual de Demonstrativos Fiscais, a expressão "contingência passiva" aparece ligada aos riscos fiscais e às situações que podem virar despesa para o governo no futuro. A lógica aqui é simples: nem toda obrigação já nasceu como passivo no balanço, mas ela pode virar dor de cabeça se um evento incerto acontecer. É justamente por isso que o Anexo de Riscos Fiscais existe: para dar transparência ao que pode afetar as contas públicas. A definição técnica envolve duas hipóteses: uma possível obrigação, cuja existência depende de eventos futuros incertos fora do controle da entidade, ou uma obrigação presente que ainda não preenche os requisitos para reconhecimento como passivo. Isso está alinhado com a ideia de contingência do MDL e também com a lógica da NBC TSP e do tratamento contábil de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela descreve exatamente a contingência passiva como uma situação que pode ou não se concretizar, sem ainda gerar um passivo reconhecido no balanço patrimonial. Em linguagem de prova: não é passivo certo, é risco fiscal com potencial de virar obrigação. As demais alternativas tentam confundir você com obrigação contratual, moral, legal ou com regra de reconhecimento contábil, mas nenhuma delas traduz a definição usada no ARF. Em concurso, quando aparecer "contingência passiva", pense em incerteza, evento futuro e obrigação que ainda não virou passivo reconhecido.

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