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Contabilidade Pública · CESPE/CEBRASPE · 2025

Questão comentada de Contabilidade Pública

Quando não houver mais incertezas quanto ao valor e ao prazo de determinado passivo, este deixará de ser

Gabarito: D

Em contabilidade pública, a lógica é simples: enquanto existe dúvida relevante sobre se a obrigação vai acontecer, quanto vai custar ou quando vai ser paga, você está diante de uma contingência. Nessa fase, o passivo ainda pode ser apenas um passivo contingente, e a norma manda acompanhar a situação com cuidado, sem tratar como obrigação definitiva. Mas quando essas incertezas desaparecem, o cenário muda de figura. O item deixa de ser classificado como provisão e passa a ser reconhecido como um passivo exigível, porque já há obrigação presente e valor/prazo razoavelmente estimáveis. Isso está alinhado ao CPC 25, aplicado como referência na doutrina contábil: provisão é obrigação com prazo ou valor incertos; se a incerteza some, não é mais provisão. É por isso que o gabarito é a letra D. A questão quer exatamente a mudança de classificação: quando o passivo deixa de ter incerteza quanto ao valor e ao prazo, ele deixa de ser uma provisão. Em linguagem de prova, a banca gosta dessa virada conceitual, quase como um truque de mágica contábil: saiu a incerteza, acabou a provisão. Lembre ainda que passivo contingente não é reconhecido como passivo no balanço, salvo quando vira provisão por atender aos requisitos de reconhecimento. Então, se a dúvida deixa de existir, não faz sentido continuar chamando o item de provisão.

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