A perda por redução ao valor recuperável para unidade geradora de caixa deve ser reconhecida se, e somente se, o valor recuperável da unidade for
- A)menor que seu custo de reposição.
Errada, porque comparar com custo de reposição não é o critério do impairment, que usa valor recuperável versus valor contábil.
- B)superior ao seu valor depreciado.
Errada, porque valor recuperável superior ao valor depreciado não gera perda; a lógica da perda é justamente o contrário.
- C)inferior ao seu valor histórico.
Errada, porque valor histórico não é o parâmetro de comparação para reconhecer perda por redução ao valor recuperável.
- D)maior que o seu valor reavaliado.
Errada, porque valor reavaliado maior não indica perda; o impairment depende de o recuperável ser menor que o valor registrado.
- E)menor que o seu valor contábil.
Certa, porque a perda só é reconhecida quando o valor recuperável da unidade geradora de caixa é menor que o seu valor contábil.
Gabarito: E
A perda por redução ao valor recuperável, também chamada de impairment, aparece quando um ativo ou uma unidade geradora de caixa vale menos do que está registrado na contabilidade. A lógica é simples: se o benefício econômico futuro esperado caiu, a contabilidade não pode fingir que está tudo igual. Ela reconhece a perda para ajustar o valor contábil ao que realmente pode ser recuperado. No caso da unidade geradora de caixa, a perda deve ser reconhecida quando o valor recuperável for menor que o valor contábil da unidade. Isso está alinhado ao CPC 01 (Redução ao Valor Recuperável de Ativos), aplicado no setor público por convergência às normas contábeis, e às regras patrimoniais da contabilidade aplicada ao setor público, que também exigem avaliação da recuperabilidade dos ativos. A ideia central é comparar dois números: o valor contábil, que é quanto o ativo está registrado na contabilidade, e o valor recuperável, que é o maior entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. Se o recuperável ficar abaixo do contábil, há perda a reconhecer. Se ficar igual ou acima, não há baixa por impairment. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca quer que você identifique exatamente essa relação: impairment só existe quando o valor que a unidade ainda consegue recuperar é menor do que o valor que ela está carregando nos livros. É a contabilidade fazendo a famosa pergunta: "você ainda vale isso tudo mesmo?"