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Contabilidade Pública · CESPE/CEBRASPE · 2025

Questão comentada de Contabilidade Pública

Uma abordagem abrangente do gerenciamento de riscos fiscais de uma entidade pública, em um cenário de crescente volatilidade econômica, deve envolver

Gabarito: E

Quando a questão fala em gerenciamento de riscos fiscais, ela está olhando para uma visão mais completa do problema: não basta identificar o risco, é preciso entender o tamanho dele, decidir o que fazer, agir para reduzir o dano e acompanhar se as medidas funcionaram. Em outras palavras, gestão de risco não é um evento isolado, é um ciclo contínuo. Isso combina bem com a lógica da governança pública moderna, que valoriza prevenção e monitoramento, e não só reação depois do estrago. Na LRF, essa preocupação aparece especialmente no anexo de riscos fiscais da LDO, que aponta passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. A ideia é justamente organizar a resposta do ente público antes que o problema vire uma dor de cabeça no caixa. Então, uma abordagem abrangente precisa unir identificação, mensuração, decisão estratégica, mitigação e monitoramento contínuo. É por isso que a alternativa E está correta: ela descreve exatamente esse fluxo integrado de gestão de riscos, em linha com boas práticas de governança e com a lógica preventiva esperada na administração pública. A banca gosta desse tipo de formulação porque troca uma visão estreita, focada só em controle ou só em reação, por uma visão de processo completo. Já as outras alternativas tentam restringir, centralizar ou simplificar demais o tema. Em prova, quando aparecer risco fiscal, desconfie de solução única, órgão central salvador ou monitoramento de um único indicador. Risco bom é risco tratado de forma ampla, com cérebro, método e acompanhamento.

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