No processo de gestão documental, a Teoria das Três Idades é um dos principais métodos usados para classificar os documentos ao longo do tempo, determinando como eles devem ser armazenados, acessados e preservados conforme sua importância e utilidade. De acordo com essa teoria, os documentos são classificados como
- A)públicos, restritos e secretos.
Errada, porque trata de sigilo e acesso, não das três idades documentais.
- B)temporários, duradouros e permanentes.
Errada, porque essa classificação não corresponde ao ciclo de vida dos documentos na Arquivologia.
- C)administrativos, técnicos, legais.
Errada, porque mistura tipologias ou finalidades documentais, mas não a Teoria das Três Idades.
- D)correntes, intermediários e permanentes.
Certa, pois indica as fases corrente, intermediária e permanente, que formam a Teoria das Três Idades.
- E)oficiais, informais e descartáveis.
Errada, porque não existe essa divisão como modelo arquivístico de classificação temporal dos documentos.
Gabarito: D
A Teoria das Três Idades é um clássico da Arquivologia e ajuda a entender o ciclo de vida dos documentos. A ideia é simples: nem todo documento nasce para ficar sempre no mesmo lugar ou com o mesmo nível de uso. Primeiro ele serve muito à rotina administrativa, depois passa a ser consultado com menos frequência, e por fim pode ser guardado definitivamente por seu valor histórico, probatório ou informativo. É por isso que os documentos são divididos em correntes, intermediários e permanentes. Os correntes são os mais usados no dia a dia, os intermediários já perderam muito da utilidade administrativa, mas ainda precisam ser guardados por razões legais ou administrativas, e os permanentes têm valor duradouro e devem ser preservados para sempre. Essa classificação é a base da gestão documental moderna e aparece de forma coerente com a doutrina arquivística brasileira. A resposta da questão está na alternativa D porque ela traz exatamente essas três idades. É o modelo mais cobrado em prova, então vale decorar a sequência como quem decora a ordem do café, almoço e jantar: corrente, intermediário e permanente. Se você inverter ou trocar os nomes, a banca geralmente não perdoa. A Lei nº 8.159/1991, que trata da política nacional de arquivos públicos e privados, dialoga com essa lógica de gestão e preservação documental, reforçando a importância da destinação adequada dos documentos ao longo do tempo.