Em um determinado órgão, tramitam simultaneamente processos físicos e processos digitais, ambos em grande quantidade, em uma fase de transição do físico para o digital. Sendo assim, é necessário que:
- A)o controle seja feito em fichas impressas;
Errada, porque fichas impressas são um controle manual insuficiente para grande volume e não atendem à gestão integrada exigida em ambiente híbrido.
- B)o controle seja feito em dois SIGADs independentes;
Errada, porque dois SIGADs independentes fragmentam a tramitação e prejudicam a visão única do processo documental.
- C)o SIGAD faça um controle só para ambos os suportes;
Certa, porque o SIGAD deve permitir controle integrado dos processos físicos e digitais durante a fase de transição.
- D)todos os processos que estão em papel sejam digitalizados;
Errada, porque a digitalização de todo o acervo não é imposição automática e depende de critérios arquivísticos, legais e operacionais.
- E)todos os processos que estão em meio digital sejam impressos.
Errada, porque imprimir tudo o que é digital vai contra a lógica da gestão eletrônica e não resolve a convivência entre suportes.
Gabarito: C
Quando um órgão convive, ao mesmo tempo, com processos físicos e digitais, o foco não é separar tudo em mundos paralelos, e sim garantir gestão única da informação. Em Arquivologia, o SIGAD - Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos - deve apoiar o controle dos documentos no ambiente de transição, preservando rastreabilidade, tramitação, temporalidade e vínculo entre versões e suportes. A ideia central é simples: o documento pode nascer em papel ou em meio digital, mas a gestão arquivística precisa ser integrada. Se cada suporte for tratado em sistemas independentes, você quebra a visão do processo e complica o controle, a recuperação e a autenticidade. É aquele tipo de solução que parece prática no improviso, mas vira dor de cabeça no arquivo. Por isso, o enunciado aponta para um SIGAD que faça controle único para ambos os suportes. Isso está alinhado à lógica da gestão de documentos e às diretrizes do CONARQ para sistemas de gestão arquivística, que exigem controle, autenticidade, integridade e acesso independentemente do suporte documental. A transição do físico para o digital não autoriza criar dois arquivos mentais separados. Em resumo: na fase de convivência entre papel e digital, o órgão precisa de um modelo integrado de controle, e não de soluções duplicadas ou manuais. O SIGAD funciona como a espinha dorsal dessa organização, justamente para que o processo continue sendo um processo, e não dois universos que não conversam entre si.