Para ter a segurança de que não houve intervenções ou tentativas de intervenções no documento arquivístico digital ou no Sigad, é necessário que possa ser feito o rastreamento dessas intervenções ou tentativas. Isso é feito por meio de um conjunto de informações registradas, que são:
- A)capturas;
Capturas não registram o histórico de intervenções no documento ou no sistema, então não servem para rastreamento de auditoria.
- B)emulações;
Emulações são técnicas de preservação digital para reproduzir ambientes antigos, não mecanismos de controle de intervenções.
- C)trilhas de auditoria;
Trilhas de auditoria registram eventos e ações no documento ou no SIGAD, permitindo rastrear intervenções e tentativas de intervenção.
- D)restrições de acesso;
Restrições de acesso ajudam a controlar quem pode ver ou alterar, mas não substituem o registro do que foi feito.
- E)cópias de segurança.
Cópias de segurança servem para recuperação de dados, mas não para rastrear alterações ou tentativas de manipulação.
Gabarito: C
Em documentos arquivísticos digitais e em SIGAD, não basta confiar na boa vontade do sistema: é preciso conseguir verificar quem mexeu, quando mexeu e o que foi feito. Essa rastreabilidade serve para preservar autenticidade, integridade e confiabilidade, valores centrais na Arquivologia contemporânea. Na prática, isso permite identificar intervenções ou até tentativas de intervenção, mesmo que a alteração não tenha sido concluída. Esse tipo de registro é o que a doutrina e os manuais de gestão arquivística chamam de trilhas de auditoria. Elas funcionam como um histórico de eventos do documento ou do sistema, registrando acessos, alterações, exclusões e outras ações relevantes. Por isso, o gabarito é a letra C: sem trilha de auditoria, você fica no escuro; com ela, dá para reconstruir o caminho.