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Arquivologia · FGV · 2025

Questão comentada de Arquivologia

A elaboração de uma tabela de temporalidade de documentos deve seguir alguns padrões. Para que ela atenda os seus objetivos, é necessário que constem as seguintes informações:

Gabarito: E

A tabela de temporalidade é o instrumento que organiza o ciclo de vida dos documentos, mostrando por quanto tempo cada documento fica no arquivo corrente e no intermediário, e qual será sua destinação final. Em outras palavras, ela responde a pergunta prática que todo arquivo precisa fazer: guardar, transferir ou eliminar? Sem isso, o acervo vira uma gaveta sem fundo. Pela lógica da gestão de documentos, a tabela deve trazer informações que permitam identificar a série documental, definir os prazos de guarda nas fases corrente e intermediária e indicar a destinação, que pode ser eliminação ou recolhimento para guarda permanente. Isso está em sintonia com a Lei nº 8.159/1991, que trata da política nacional de arquivos, e com as práticas consolidadas pela teoria das três idades. Por isso, o gabarito é a letra E. Ela é a única que traz os elementos centrais de uma tabela de temporalidade: prazos de guarda nos arquivos corrente e intermediário e a destinação documental. Sem esses dados, a tabela perde sua função principal, que é racionalizar a guarda e evitar tanto o acúmulo inútil quanto a eliminação apressada. As demais alternativas misturam características que podem existir em outros instrumentos arquivísticos, mas não são o núcleo da tabela de temporalidade. A banca costuma cobrar justamente essa distinção: uma coisa é identificar ou descrever documentos, outra é definir seu tempo de permanência e seu destino.

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