No caso de as mensagens de correio eletrônico serem documentos arquivísticos, elas devem ser inseridas na gestão de documentos do órgão. Para atender a esse requisito, é dispensável que conste na mensagem:
- A)assunto;
Errada, porque o assunto é elemento básico para identificação e recuperação do documento no fluxo de gestão documental.
- B)identificação do remetente;
Errada, porque a identificação do remetente é essencial para garantir autoria e contexto do documento arquivístico.
- C)assinatura digital com gov.br;
Certa, porque a assinatura digital com gov.br pode reforçar autenticidade, mas não é elemento indispensável para a mensagem integrar a gestão de documentos.
- D)endereço eletrônico do remetente;
Errada, porque o endereço eletrônico do remetente ajuda a individualizar a origem da mensagem e compor seu contexto arquivístico.
- E)endereço eletrônico do destinatário.
Errada, porque o endereço eletrônico do destinatário também é dado relevante para identificar o encaminhamento e a tramitação do documento.
Gabarito: C
Quando o correio eletrônico vira documento arquivístico, ele não pode ficar solto na caixa de entrada como se fosse mensagem de festa de aniversário. Ele precisa entrar na gestão de documentos do órgão, com tratamento, classificação, protocolo, tramitação, guarda e destinação, do mesmo jeito que qualquer outro documento oficial. A ideia central aqui é simples: para a mensagem ter valor arquivístico, ela precisa permitir identificar quem enviou, para quem foi enviada, qual o assunto e qual o contexto administrativo. Esses elementos ajudam a provar autoria, destinatário, conteúdo e vínculo com a atividade do órgão. Por isso, o enunciado pergunta o que é dispensável constar na mensagem. A assinatura digital com gov.br é útil para autenticação e segurança, mas não é requisito indispensável para que a mensagem seja inserida na gestão de documentos. Em outras palavras, a ausência dessa assinatura não impede, por si só, o tratamento arquivístico da mensagem. Já a base da arquivologia e da gestão documental continua valendo: documento arquivístico é aquele produzido e recebido no curso das atividades institucionais e que precisa ser mantido com seus elementos de contexto e autenticidade. A FGV costuma cobrar justamente essa diferença entre o que é necessário para controle arquivístico e o que é apenas um recurso técnico opcional.