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Arquivologia · FGV · 2023

Questão comentada de Arquivologia

Considere que um arquivista, responsável por cuidar dos documentos da Secretaria de Educação de Minas Gerais, decida manter determinados documentos na própria repartição do Órgão, tendo em vista a necessidade de consultá-los frequentemente. Com base na teoria arquivística, evidencia-se na situação um exemplo de arquivo

Gabarito: A

Na teoria arquivística, os documentos podem ser classificados conforme a fase de seu ciclo de vida. Quando o órgão ainda precisa consultar os documentos com frequência, eles permanecem no arquivo corrente, isto é, no local de uso, junto ao setor que os produziu ou recebeu. É o arquivo mais “vivo” da instituição: entra, circula e é consultado no dia a dia. Por isso, se a Secretaria de Educação de Minas Gerais decide manter os documentos na própria repartição para consulta frequente, estamos diante de arquivo de primeira idade, também chamado de arquivo corrente. Nessa fase, o documento ainda atende diretamente às atividades administrativas e por isso não faz sentido ser deslocado para outro setor de guarda. Já o arquivo intermediário reúne documentos que perderam a utilidade imediata, mas ainda precisam ser guardados por razões administrativas, legais ou fiscais, com consultas mais raras. O arquivo permanente, por sua vez, guarda documentos com valor histórico, probatório ou informativo duradouro. Ou seja: consulta frequente + uso corrente = arquivo corrente. A lógica é simples e muito cobrada em prova: quanto mais o documento é usado no cotidiano do órgão, mais ele tende a ficar no arquivo corrente. Se ele “descansa” um pouco, vai para o intermediário; se ganha valor histórico, vai para o permanente.

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