As atividades de descrição de documentos de terceira idade com vistas à elaboração de instrumentos de pesquisa fazem parte da:
- A)primeira fase da gestão de documentos;
Errada, porque a primeira fase da gestão de documentos corresponde ao arquivo corrente, voltado ao uso frequente e à tramitação, não à descrição de documentos históricos.
- B)segunda fase da gestão de documentos;
Errada, porque a segunda fase da gestão de documentos se relaciona ao arquivo intermediário, onde prevalecem guarda temporária e avaliação, não a elaboração de instrumentos de pesquisa.
- C)terceira fase da gestão de documentos;
Errada, porque a terceira fase da gestão de documentos é justamente a etapa final ligada ao arquivo permanente, então a ideia está próxima, mas a alternativa não nomeia corretamente a gestão de arquivos permanentes.
- D)gestão de arquivos permanentes;
Certa, porque a descrição de documentos de terceira idade e a produção de instrumentos de pesquisa são atividades típicas dos arquivos permanentes.
- E)gestão de arquivos intermediários.
Errada, porque arquivo intermediário não é o destino natural da descrição voltada à pesquisa histórica; nele predominam guarda e destinação, não acesso ampliado ao acervo.
Gabarito: D
Quando o assunto é arquivo permanente, pense na fase em que os documentos já cumpriram sua função administrativa imediata, mas continuam valendo como prova, memória e fonte de pesquisa. É aqui que entram atividades como arranjo, descrição e elaboração de instrumentos de pesquisa, para que o acervo deixe de ser um "amontoado histórico" e vire algo localizável e útil. A descrição documental, especialmente de documentos de terceira idade, é típica da gestão de arquivos permanentes. Esses documentos não estão mais sendo usados para tramitar processos do dia a dia, então o foco passa a ser identificar, contextualizar e recuperar informações por meio de guias, inventários, catálogos e demais instrumentos de pesquisa. Por isso o gabarito é a letra D. Na doutrina arquivística, a chamada terceira idade corresponde ao arquivo permanente, e é nessa etapa que a descrição ganha papel central. A lógica é simples: no arquivo corrente e no intermediário, o peso maior está no uso administrativo e na destinação; no permanente, o peso maior está no acesso e na preservação da memória. Se você lembrar da NOBRADE, ela reforça exatamente essa ideia ao tratar a descrição arquivística como meio de acesso aos documentos, algo que faz muito sentido nos arquivos permanentes. Em prova, quando aparecer "terceira idade" e "instrumentos de pesquisa", pense imediatamente em arquivo permanente.