Quando os documentos apresentam danos tais que se torna necessário fazer um trabalho intervencionista nos seus suportes, de modo a reverter danos físicos ou químicos ocorridos ao longo do tempo, a opção é fazer:
- A)fragmentação;
Errada, porque fragmentação não é técnica de recuperação de documentos, mas sim uma ideia de divisão ou rompimento do suporte.
- B)higienização;
Errada, porque higienização apenas remove poeira e sujeiras, sem atuar na recomposição de danos físicos ou químicos.
- C)restauração;
Certa, porque restauração é a intervenção direta no suporte para reverter ou amenizar danos já ocorridos no documento.
- D)desinfestação;
Errada, porque desinfestação serve para eliminar pragas e agentes biológicos, não para recuperar o suporte documental danificado.
- E)conservação preventiva.
Errada, porque conservação preventiva atua antes do dano, com medidas de controle e proteção, não com intervenção reparadora.
Gabarito: C
Em Arquivologia, vale separar bem duas ideias que a banca adora misturar: conservar e restaurar. A conservação preventiva cuida do acervo antes do estrago acontecer, com controle de luz, umidade, temperatura, manuseio e acondicionamento. É o famoso "evitar que piore". Quando o documento já sofreu danos físicos ou químicos e passa a precisar de uma intervenção direta no suporte, estamos falando de restauração. Aqui a ideia é reverter ou atenuar os danos, recuperando a integridade e a legibilidade do documento, dentro do possível. Não é um simples cuidado de rotina, é uma ação mais invasiva e técnica. Por isso o gabarito é a letra C. As outras alternativas tratam de ações diferentes: higienização remove sujeira, desinfestação combate agentes biológicos e fragmentação não é técnica de preservação, muito menos de recuperação. Em provas, se aparecer a expressão "trabalho intervencionista nos suportes" ou "reverter danos físicos ou químicos", pense em restauração na hora. Doutrinariamente, essa distinção é clássica na área de preservação documental: conservação preventiva atua para impedir a deterioração, enquanto restauração intervém no objeto já danificado. A banca costuma cobrar exatamente essa fronteira, quase como um teste de atenção com cara de Arquivologia.