Na Norma Brasileira de Descrição Arquivística (Nobrade), uma área importante onde são oferecidas informações sobre a origem e a custódia da unidade de descrição é a de:
- A)notas;
Errada: a área de notas reúne observações complementares, mas não é a destinada à origem e à custódia.
- B)conteúdo;
Errada: conteúdo trata do assunto e do alcance dos documentos, não de sua proveniência ou trajetória de custódia.
- C)identificação;
Errada: identificação reúne os elementos básicos de referência da unidade de descrição, como código e título.
- D)contextualização;
Certa: contextualização é a área que apresenta informações sobre origem, custódia e contexto de produção da unidade de descrição.
- E)fontes relacionadas.
Errada: fontes relacionadas indicam materiais ou referências vinculadas ao documento, não sua origem e custódia.
Gabarito: D
Na Nobrade, a descrição arquivística é organizada em áreas, e cada uma delas serve para contar uma parte da “vida” do documento. Algumas áreas mostram o que o documento é, outras mostram seu conteúdo, e outras ajudam você a entender de onde ele veio e por onde passou. Parece burocracia, mas na prática é o mapa para não se perder no acervo. A pergunta fala da área que traz informações sobre a origem e a custódia da unidade de descrição. Isso está ligado ao contexto de produção e guarda do documento, ou seja, à sua proveniência, trajetória institucional e responsabilidade pela custódia. Na Nobrade, esse conjunto de dados é tratado na área de contextualização. Essa área é importante porque ajuda a interpretar o documento corretamente. Sem saber quem produziu, em que contexto e sob qual custódia ele chegou ao arquivo, a descrição fica “solta no mundo”, e o usuário perde referências essenciais. Por isso, o gabarito é a letra D. A Nobrade segue a lógica internacional de normas descritivas arquivísticas, como a ISAD(G), que também separa a contextualização como parte fundamental da descrição documental.