Observe o extrato do sumário de um instrumento de pesquisa: Introdução Histórico do Arquivo Localização – endereço Horário de atendimento Organização 1 - Identificação dos fundos 2 - Serviços 3 - Instalações Por esse extrato, é correto concluir que se trata do seguinte instrumento de pesquisa:
- A)guia;
Correta, porque o sumário traz informações gerais de apresentação e orientação do arquivo, características típicas de um guia.
- B)índice;
Errada, porque índice serve para recuperação de informações por termos ou assuntos, não para apresentar o arquivo de forma geral.
- C)inventário analítico;
Errada, porque o inventário analítico descreve o fundo com mais detalhe e profundidade do que o extrato mostra.
- D)repertório;
Errada, porque repertório é um instrumento mais voltado à descrição detalhada e sistemática de documentos ou unidades documentais.
- E)tabela de equivalência.
Errada, porque tabela de equivalência é usada para correspondência entre classificações ou códigos, não para orientar o usuário sobre o acervo.
Gabarito: A
Em Arquivologia, o instrumento de pesquisa é a “porta de entrada” para o acervo: ele serve para orientar o usuário sobre o que existe, onde está e como acessar. No caso do extrato, aparecem elementos bem típicos de apresentação geral do arquivo, como introdução, histórico, localização, horário de atendimento, organização, identificação dos fundos e serviços. Isso não é linguagem de descrição item a item, mas sim de orientação ampla ao pesquisador. É exatamente aí que mora a pista: quando o instrumento traz informações gerais sobre o arquivo e sobre a estrutura dos fundos, ele está funcionando como um guia. O guia apresenta o arquivo e ajuda o usuário a se localizar, sem descer ao nível detalhado de peças ou dossiês. É o tipo de instrumento mais “recepção e orientação”, quase um mapa do acervo. Já inventário analítico, índice e repertório têm outra pegada. Eles costumam trazer descrição mais específica do conteúdo documental, com maior aprofundamento na recuperação da informação. A tabela de equivalência, por sua vez, é coisa de conversão entre códigos ou denominações, não de apresentação do arquivo como um todo. Na prática, a banca está cobrando a lógica clássica dos instrumentos de pesquisa: se o sumário fala de histórico, localização, horários, serviços e visão geral da organização dos fundos, você deve pensar em guia. É a opção que melhor corresponde a esse conjunto de itens.