Os arquivos devem estar a serviço da sociedade para a comprovação dos direitos dos cidadãos. Um acontecimento histórico que marcou o início da abertura dos arquivos aos cidadãos e o estabelecimento das instituições arquivísticas tal como as conhecemos hoje foi a
- A)Primavera Árabe.
Errada, porque a Primavera Árabe é um evento contemporâneo e não tem relação com o surgimento histórico dos arquivos públicos modernos.
- B)Declaração de Independência dos EUA.
Errada, porque a independência dos EUA é importante politicamente, mas não é o marco clássico da abertura dos arquivos aos cidadãos.
- C)Revolução Francesa.
Certa, porque a Revolução Francesa é o evento historicamente associado à abertura dos arquivos ao público e ao surgimento das instituições arquivísticas modernas.
- D)Revolução Industrial.
Errada, porque a Revolução Industrial impactou a produção documental e a administração, mas não inaugurou a ideia de arquivo público para o cidadão.
- E)Derrota dos Impérios Centrais ao final da 1ª Guerra Mundial.
Errada, porque o fim da 1ª Guerra Mundial não é o marco tradicional cobrado em Arquivologia para a abertura dos arquivos e a consolidação das instituições arquivísticas.
Gabarito: C
A ideia central da questão é que os arquivos não servem apenas para guardar papel velho: eles existem para atender a sociedade, preservar a memória e, principalmente, comprovar direitos. Em Arquivologia, isso conversa diretamente com os princípios da proveniência, da organicidade e com a função administrativa, jurídica e histórica dos documentos. Historicamente, o grande marco dessa virada foi a Revolução Francesa. Antes dela, os arquivos eram muito mais ligados ao poder do soberano e ao segredo do Estado. Com a Revolução, surge a noção de arquivo público voltado ao cidadão, com abertura, organização e acesso mais amplo aos documentos do Estado. É por isso que o gabarito é a letra C. A Revolução Francesa representou a mudança de lógica: o arquivo deixa de ser um cofre do governante e passa a ser uma instituição de interesse público. Esse processo ajuda a explicar o nascimento das instituições arquivísticas modernas, como arquivos nacionais e sistemas de guarda voltados ao acesso e à prova de direitos. Na prática, quando a prova falar em acesso aos arquivos, cidadania e comprovação de direitos, pense logo nessa virada histórica. A Lei nº 8.159/1991, que trata da política nacional de arquivos públicos e privados, reforça essa função social dos arquivos no Brasil, alinhada à ideia de acesso e preservação.