Algumas vezes, os programas de computador são utilizados para produzir um documento que depois é impresso e assinado. Em casos como esse, o documento digital é o(a):
- A)cópia;
Errada, porque não se trata de cópia de um documento já pronto, mas de uma versão usada para elaboração do texto final.
- B)minuta;
Certa, porque o arquivo digital foi usado como versão preparatória do documento que depois será impresso e assinado, caracterizando minuta.
- C)original;
Errada, porque o original é o documento final formalizado, e aqui o arquivo digital ainda não é a peça definitiva.
- D)cópia digital;
Errada, porque a ideia não é de reprodução eletrônica de um documento já existente, e sim de elaboração prévia do texto.
- E)original digital.
Errada, porque original digital é o documento nato-digital que nasce e permanece em meio eletrônico como versão final, o que não ocorre aqui.
Gabarito: B
Quando um texto é produzido no computador e depois impresso para ser assinado, o arquivo digital ainda não representa o documento final. Ele funciona como rascunho, isto é, uma versão preparatória do que será formalizado no papel. Em Arquivologia, esse tipo de peça é chamado de minuta. A lógica é simples: enquanto o documento ainda está sendo elaborado, ele não tem a forma definitiva nem a assinatura que dá validade ao ato. Só depois da impressão e da assinatura é que o documento físico passa a ser o original no suporte papel, apto a produzir efeitos formais. A pegadinha da FGV aqui é misturar o arquivo eletrônico com a ideia de original. Mas, se ele foi apenas usado para gerar um documento que depois será impresso e assinado, o digital não é o original nem a cópia. Ele é a versão preliminar, a etapa anterior à formalização. Na prática de prova, guarde a lógica: documento em elaboração no computador = minuta; documento já formalizado e assinado = original. Essa distinção aparece com frequência em provas que cobram documento arquivístico, autenticidade e forma final do documento.