Um documento que, presente no arquivo intermediário, perde seu valor primário e passa a ser considerado possuidor de valor histórico, informativo e permanente deve ser
- A)mantido no arquivo intermediário.
Errada, porque o arquivo intermediário é uma fase temporária de guarda e não o destino final de um documento com valor permanente.
- B)recolhido para o arquivo permanente.
Certa, porque documentos que perdem o valor primário e passam a ter valor histórico, informativo e permanente devem ser recolhidos ao arquivo permanente.
- C)transferido para o arquivo corrente.
Errada, porque o arquivo corrente é a fase de uso frequente na administração, não o local de destino de um documento já avaliado como permanente.
- D)depositado no arquivo de segunda idade.
Errada, porque 'arquivo de segunda idade' é outra forma de se referir ao arquivo intermediário, e o enunciado pede a mudança para guarda permanente.
- E)sumariamente eliminado.
Errada, porque documentos com valor histórico e permanente não devem ser eliminados, já que a eliminação só cabe ao que perde também o valor secundário após avaliação.
Gabarito: B
Em Arquivologia, a vida de um documento costuma ser dividida em fases: corrente, intermediária e permanente. No arquivo intermediário, o documento já saiu do uso mais frequente, mas ainda pode ter utilidade administrativa ou estar aguardando avaliação. Quando essa avaliação mostra que ele perdeu o valor primário, mas ganhou valor histórico, informativo ou probatório para sempre, ele deixa de ser tratado como algo temporário e passa a integrar o arquivo permanente. É exatamente isso que a questão descreve: o documento estava no intermediário, perdeu o valor primário e adquiriu valor permanente. Nessa situação, ele não deve continuar “esperando” nem voltar para a fase corrente. Ele deve ser recolhido ao arquivo permanente, onde ficará preservado de forma definitiva. Essa lógica é clássica na doutrina arquivística e também aparece na terminologia usada pela Lei nº 8.159/1991, que organiza os arquivos públicos e privados e reconhece a importância da guarda permanente dos documentos de valor histórico. Em prova, a palavra-chave costuma ser essa: valor histórico, informativo e permanente aponta para guarda definitiva. Então, se o documento já cumpriu sua função administrativa, mas virou memória institucional ou fonte de pesquisa, o destino dele é o arquivo permanente. É o famoso caso em que o papel “se aposenta”, mas continua trabalhando como fonte de história.