Gabriel, ao sair de casa deixou sua carteira de habilitação no chão da garagem e, para guardar suas cédulas de dinheiro, tirou o plástico de proteção que envolvia o documento. No final do dia, quando retornou à sua casa, Gabriel percebeu que sua carteira de habilitação estava gravemente danificada em função da umidade do local. Com base no entendimento sobre o processo de deterioração de documentos, evidencia-se na situação uma deterioração causada por
- A)agentes biológicos.
Errada, porque o enunciado não indica ataque de fungos, cupins, bactérias ou outros seres vivos.
- B)intervenções inadequadas.
Errada, pois não houve restauração malfeita, cola inadequada ou qualquer outra intervenção técnica no documento.
- C)problemas com manuseio.
Errada, porque o dano não decorreu apenas de queda, dobra ou uso incorreto, mas da ação da umidade no ambiente.
- D)fatores ambientais.
Certa, pois a deterioração foi provocada pela umidade, que é um fator ambiental clássico de degradação documental.
- E)limitações de encolagem.
Errada, porque encolagem não tem relação com a causa descrita no enunciado e não explica o dano sofrido pelo documento.
Gabarito: D
Na preservação e conservação de documentos, é essencial identificar a origem da deterioração para escolher a medida correta de proteção. Em Arquivologia, a degradação pode ocorrer por agentes biológicos, por falhas de acondicionamento, por intervenções humanas inadequadas e também por fatores ambientais, como luz, temperatura e umidade. No caso da carteira de habilitação, o problema central foi a exposição à umidade na garagem, que danificou o documento. Umidade alta ou contato com água favorecem deformação, manchas, mofo e perda de legibilidade, ou seja, um clássico exemplo de deterioração causada pelo ambiente em que o documento ficou guardado. Por isso, o gabarito é a letra D. Não foi um inseto, não foi uma mordida do tempo com drama extra, nem uma simples falha de manuseio isolada: o que atacou o documento foi o fator ambiental umidade, que é um dos principais vilões da conservação preventiva. A doutrina de conservação documental trata temperatura e umidade relativa como variáveis críticas no controle do acervo.