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Arquivologia · FCM · 2022

Questão comentada de Arquivologia

Referente à Lei 8.159, de 08 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, é INCORRETO afirmar que

Gabarito: B

A Lei 8.159/1991 organiza a política nacional de arquivos e trabalha com a clássica divisão dos documentos em correntes, intermediários e permanentes. Essa é a base que você precisa ter na ponta da língua em prova: documento corrente é o que está em uso frequente; intermediário é o que já perdeu uso cotidiano, mas ainda precisa ser guardado; e permanente é o que tem valor histórico, probatório ou informativo e deve ser preservado para sempre. O ponto central da questão está justamente aí. Quando a lei trata dos documentos de valor permanente, ela está falando daqueles que interessam à memória e à prova dos fatos, não dos documentos correntes. Então, se a alternativa atribui valor histórico, probatório e informativo aos documentos correntes, ela troca os conceitos e cai na armadilha clássica de arquivologia. Outro detalhe importante: os documentos públicos de valor permanente são inalienáveis, e documentos produzidos por entidades privadas encarregadas de serviços públicos podem ser considerados públicos para fins arquivísticos. Além disso, a violação de sigilo por servidor pode gerar responsabilização penal, conforme a legislação aplicável. Ou seja, a prova mistura definições corretas com um erro conceitual bem específico para ver se você confunde as fases do ciclo de vida documental. Resumo de bolso: corrente usa, intermediário espera, permanente preserva. Quem tem valor histórico, probatório e informativo é o permanente, não o corrente. Por isso o gabarito é a alternativa B.

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