Quando um Arquivo recebe, após um recolhimento, um conjunto documental avaliado como infectado por agentes biológicos, o recomendável é que ele:
- A)seja integralmente encaminhado para a eliminação sumária.
Errada, porque a eliminação sumária não é a medida padrão para documentos com agentes biológicos; primeiro deve haver isolamento e controle do risco.
- B)seja guardado à parte por um período de quarentena, evitando, assim, a contaminação dos demais documentos já custodiados pelo setor ou instituição, enquanto há o controle dos agentes biológicos.
Certa, porque o procedimento adequado é manter o conjunto em quarentena, separado do restante do acervo, até o controle dos agentes biológicos.
- C)seja imediatamente descrito, evitando, assim, o contato desnecessário dos pesquisadores com documentos sem interesse para as pesquisas individuais.
Errada, porque a descrição arquivística não resolve contaminação biológica e ainda pode expor pessoas e acervos ao risco.
- D)seja digitalizado e devolvido para o setor produtor, cabendo a eles o controle dos agentes biológicos através do controle da temperatura e umidade do espaço de guarda.
Errada, porque digitalizar e devolver ao setor produtor não elimina o problema biológico e pode apenas transferir o risco para outro ambiente.
- E)seja enviado para o laboratório de conservação, visando à adoção de medidas de restauro.
Errada, porque o envio direto ao laboratório de conservação para restauro não é a providência inicial mais segura sem o devido isolamento e controle sanitário.
Gabarito: B
Quando um arquivo recebe documentos com suspeita ou confirmação de contaminação por agentes biológicos, a primeira preocupação não é “resolver logo”, mas impedir que o problema se espalhe. Em preservação, o raciocínio é parecido com o de uma quarentena em saúde: o material entra, mas não vai direto para a estante junto com o restante do acervo. Por isso, o procedimento recomendado é isolar o conjunto documental em área separada, mantendo-o sob quarentena enquanto se faz o controle dos agentes biológicos. Isso reduz o risco de contaminação de outros documentos, do ambiente e até das pessoas que manuseiam o acervo. Na prática arquivística, a prevenção vem antes do reparo. Esse cuidado está alinhado aos princípios de preservação e conservação documental, muito presentes em manuais técnicos de arquivo e em normas de biossegurança aplicadas a acervos. O ponto central é simples: documento infectado não deve circular livremente pelo arquivo como se nada tivesse acontecido. Assim, o gabarito B está correto porque prevê exatamente a medida mais segura e recomendada: separação temporária e controle da situação biológica. Eliminação sumária, envio direto para restauro ou devolução ao produtor não são a resposta adequada como regra geral, porque antes é preciso conter o risco e avaliar a situação com segurança.