A digitalização de documentos deve seguir normas técnicas que garantam a autenticidade, a integridade e a acessibilidade dos registros ao longo do tempo. NÃO atende aos requisitos técnicos de digitalização:
- A)Adotar mecanismos de certificação digital para validar os documentos.
Está certa, porque mecanismos de certificação digital ajudam a reforçar a autenticidade e a autoria do documento digitalizado.
- B)Utilizar resolução adequada ao tipo de documento para preservar legibilidade.
Está certa, pois a resolução adequada é requisito técnico básico para garantir legibilidade e qualidade da reprodução.
- C)Seguir padrões internacionais, como o PDF/A, para preservação de longo prazo.
Está certa, porque o PDF/A é um padrão voltado à preservação e ao acesso de longo prazo de documentos digitais.
- D)Garantir que os documentos digitalizados sejam indexados em sistemas de GED.
Está certa, já que a indexação em GED facilita recuperação, gestão e acesso aos documentos digitalizados.
- E)Salvar os arquivos digitalizados em formato JPG, por ser amplamente compatível.
Está errada, porque JPG usa compressão com perda e não é o formato mais indicado para preservação documental de longo prazo.
Gabarito: E
Na digitalização de documentos, a ideia não é só “tirar uma foto do papel” e pronto. O processo precisa preservar autenticidade, integridade, legibilidade e possibilidade de acesso ao longo do tempo. Por isso, normas e boas práticas costumam exigir cuidado com resolução, formato, indexação, controle de qualidade e, quando necessário, uso de certificação digital para dar mais segurança ao documento. Em termos práticos, o formato escolhido faz muita diferença. Para guarda e preservação, são preferidos formatos mais adequados ao arquivamento de longo prazo, como PDF/A, porque eles reduzem dependências de software e ajudam a manter o conteúdo acessível no futuro. Já a resolução deve ser compatível com o tipo documental, para não sacrificar leitura nem exagerar no tamanho do arquivo. A alternativa errada é a que aposta em JPG como solução padrão de preservação. JPG é muito comum e amplamente compatível, mas usa compressão com perda de informação, o que não é a melhor escolha para preservação documental. Em arquivo, o que parece “leve e prático” pode virar dor de cabeça depois, porque pode comprometer qualidade, reuso e fidelidade do registro. Como referência normativa, a matéria dialoga com diretrizes de digitalização e gestão arquivística, como as do CONARQ e normas técnicas aplicáveis, além da lógica da preservação digital: manter documento legível, íntegro e confiável ao longo do tempo. Em prova, desconfie quando a banca trocar preservação documental por conveniência de arquivo de imagem comum.