A respeito da memória institucional prevista no Manual de Gestão de Memória do Poder Judiciário, analise as afirmativas a seguir. I. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é o responsável por organizar a narrativa da memória institucional do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) sem desprezar as histórias locais. II. A memória oral representa o conhecimento registrado e formalizado em normas e procedimentos de trabalho, em processos administrativos e judiciais. III. A construção da memória do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) reforça a identidade da instituição e fortalece o relacionamento entre os seus colaboradores e toda a sociedade. IV. Os dois principais alicerces para a construção da memória institucional do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) são os seus acervos museológicos e seus servidores administrativos. V. A memória institucional compreende o conjunto de atividades que busca conservar a história das instituições e refletir os processos vivenciados por elas. Está correto o que se afirma apenas em
- A)I e II.
Errada, porque as afirmativas I e II estão incorretas: o CNJ não organiza sozinho a narrativa da memória do TJRO e memória oral não se confunde com registros formais.
- B)II e III.
Errada, porque a afirmativa II está errada ao trocar memória oral por documentação formal, embora a III esteja correta.
- C)III e IV.
Errada, porque a afirmativa IV está incorreta ao apontar acervos museológicos e servidores administrativos como os dois principais alicerces da memória institucional.
- D)III e V.
Certa, porque as afirmativas III e V estão corretas ao relacionar memória institucional com identidade, vínculo social e preservação da história da instituição.
- E)IV e V.
Errada, porque a afirmativa IV está incorreta, embora a V esteja correta.
Gabarito: D
A memória institucional, no contexto do Poder Judiciário, não é enfeite de museu nem apenas um arquivo de coisas antigas. Ela serve para preservar a trajetória da instituição, dar sentido às suas práticas e reforçar sua identidade perante quem trabalha nela e perante a sociedade. Em outras palavras: lembrar o que a instituição fez, como fez e por que fez ajuda a manter coerência e pertencimento. No Manual de Gestão de Memória do Poder Judiciário, a ideia central é que a memória institucional envolve ações voltadas à preservação da história e à valorização dos processos vividos pela instituição. Por isso, a afirmativa V está correta, porque define exatamente esse conjunto de atividades ligadas à conservação da história institucional e à reflexão sobre sua trajetória. A afirmativa III também está correta, pois o trabalho com a memória do tribunal fortalece a identidade institucional e melhora o vínculo entre os servidores e a sociedade. Isso é bem comum em políticas de memória no Judiciário: a instituição não quer só guardar lembranças, mas também dar visibilidade à sua função social. Já a letra D é o gabarito porque reúne justamente as duas assertivas verdadeiras: III e V. As demais trazem distorções, como atribuir ao CNJ a tarefa de narrar sozinho a memória de um tribunal local ou confundir memória oral com registro formal em normas e processos, que é outra coisa.