Segurança da informação é um pilar essencial na gestão de documentos, especialmente no contexto de dados digitais e documentos sensíveis. A Câmara Municipal de Araraquara identificou vulnerabilidades em seu sistema de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED), no qual documentos estavam sendo acessados por pessoas não autorizadas. Para corrigir a situação, a equipe deverá:
- A)Implementar controles de acesso baseados em perfis de usuário.
Correta, porque controles de acesso por perfil limitam o GED apenas a usuários autorizados, reduzindo o acesso indevido.
- B)Desativar a criptografia dos documentos para facilitar o monitoramento.
Errada, pois desativar a criptografia diminui a proteção dos documentos e aumenta o risco de vazamento.
- C)Permitir o acesso irrestrito aos servidores apenas para agilizar processos.
Errada, porque acesso irrestrito aos servidores amplia a vulnerabilidade em vez de corrigi-la.
- D)Substituir o sistema de GED por armazenamento local em computadores.
Errada, já que armazenamento local dispersa os documentos e enfraquece a segurança e a gestão centralizada.
- E)Configurar o GED para excluir automaticamente documentos antigos, independentemente da tabela de temporalidade.
Errada, porque a eliminação de documentos deve respeitar a tabela de temporalidade e os procedimentos arquivísticos.
Gabarito: A
Em GED, segurança da informação não é enfeite: ela protege sigilo, integridade e disponibilidade dos documentos. Quando a questão diz que pessoas não autorizadas estavam acessando arquivos, o problema está no controle de acesso, isto é, em quem pode ver, alterar ou excluir cada documento. A solução clássica é separar permissões por perfil de usuário, para que cada servidor enxergue apenas o que precisa para trabalhar. Isso conversa com a boa prática de segurança da informação e com os princípios de proteção de dados e controle de acesso previstos em normas de governança e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), quando houver dados pessoais. Em ambiente arquivístico digital, acesso irrestrito costuma virar convite para vazamento, alteração indevida e bagunça documental. GED bom é o que organiza, não o que deixa tudo aberto como armário sem porta. Por isso, a alternativa A está correta: implementar controles de acesso baseados em perfis de usuário permite restringir o uso conforme funções e responsabilidades. Assim, você reduz o risco de acesso indevido, mantém rastreabilidade e fortalece a segurança do acervo digital. As outras opções vão na contramão da lógica de proteção: desativar criptografia enfraquece a segurança, acesso irrestrito aumenta a vulnerabilidade, trocar GED por armazenamento local piora a gestão e excluir documentos automaticamente sem observar a tabela de temporalidade fere a gestão documental.