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Arquivologia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Arquivologia

A presunção de autenticidade do documento arquivístico digital se dá com base na análise da forma e do conteúdo e no ambiente de produção, manutenção/uso e preservação desse documento. Os documentos arquivísticos digitais apresentam dificuldades adicionais para presunção de autenticidade em razão de serem facilmente duplicados, distribuídos, renomeados, reformatados ou convertidos, além de poderem ser alterados e falsificados com facilidade, sem deixar rastros aparentes. Considerando os desafios e as práticas existentes atualmente acerca desse tema, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: B

Em documentos arquivísticos digitais, autenticidade não é sinônimo de “arquivo intocado para sempre”. O ponto central é provar que o documento é aquilo que afirma ser e que permaneceu confiável ao longo do tempo, mesmo que formato, suporte ou sistema mudem. Por isso, a análise não pode ficar presa só na aparência física ou na cadeia de bits como se isso resolvesse tudo sozinho. A doutrina arquivística trabalha com a ideia de que a autenticidade depende do contexto de produção, manutenção, uso e preservação, além da identidade e integridade do documento. Em termos simples: não basta olhar o arquivo; você precisa olhar a história dele. É aqui que entram a cadeia de custódia, os controles de gestão documental e os procedimentos técnicos e administrativos que reduzem o risco de alteração indevida. O gabarito é a letra B porque ela exagera e erra feio ao dizer que integridade e autenticidade dependem exclusivamente da imutabilidade do formato original e da permanência das cadeias de bits inalteradas. Isso não corresponde à prática arquivística, porque documentos digitais podem ser migrados, convertidos e preservados sem perder autenticidade, desde que haja controle, registro e preservação do contexto. Em linguagem de prova: autenticidade digital não é “congelar” o arquivo, e sim demonstrar sua trajetória confiável. O foco está na evidência de custódia e na manutenção de características essenciais, não na obrigação de que nada mude jamais.

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