A teoria das três idades pode ser entendida como a sucessão de fases por que passam os documentos desde o momento de criação até a sua destinação final. As idades dos documentos são definidas como: arquivo corrente, arquivo intermediário e arquivo permanente. O conceito de arquivo permanente pode ser entendido como:
- A)Arquivos que aguardam sua destinação final. Apresentam pouca frequência de uso, não havendo necessidade de permaneceram junto às administrações que os produziram.
Errada, porque descreve o arquivo intermediário, onde os documentos aguardam destinação final com pouca frequência de uso.
- B)Conjuntos documentais custodiados em caráter definitivo em função do seu valor. O acesso é predominantemente público. Nesta idade, os documentos desempenham fundamentalmente a função social, histórica e cultural.
Certa, pois define o arquivo permanente como o conjunto documental custodiado definitivamente em razão de seu valor histórico, social, cultural ou probatório.
- C)Conjuntos de documentos estreitamente vinculados aos objetivos imediatos para os quais foram produzidos, e que se conservam junto aos órgãos produtores em razão de sua vigência e frequência de uso. São os documentos utilizados rotineiramente.
Errada, porque essa é a definição de arquivo corrente, formado por documentos de uso rotineiro e ligados aos objetivos imediatos do órgão produtor.
- D)Conjunto de arquivos que independente da posição que ocupam nas respectivas estruturas administrativas, funcionam de modo integrado e articulado na persecução de objetivos comuns. Constitui-se na integração de todos os arquivos, rotinas e técnicas de gestão documental de uma mesma instituição.
Errada, porque isso descreve o sistema de arquivos ou a gestão arquivística integrada, e não o conceito de arquivo permanente.
Gabarito: B
A teoria das três idades divide a vida do documento em etapas, conforme ele deixa de ser usado no dia a dia e vai perdendo a utilidade administrativa. Primeiro vem o arquivo corrente, ligado ao uso frequente e às decisões imediatas. Depois, o arquivo intermediário, onde os documentos ficam aguardando prazos legais, fiscais ou administrativos, com consulta menos intensa. Por fim, chega o arquivo permanente, que guarda documentos de valor histórico, probatório e cultural, preservados em caráter definitivo. É exatamente por isso que o gabarito é a letra B. Arquivo permanente é o conjunto de documentos custodiados de forma definitiva porque têm valor secundário, ou seja, não servem mais principalmente para a rotina administrativa, mas continuam importantes para a memória institucional e para a sociedade. Nessa fase, o acesso tende a ser amplo, e o foco passa a ser preservação, pesquisa e difusão. Essa ideia aparece na doutrina arquivística clássica e também dialoga com a Lei nº 8.159/1991, que trata da política nacional de arquivos públicos e privados, além das práticas de gestão documental. Em prova, a banca costuma trocar os conceitos de corrente, intermediário e permanente para testar se você sabe separar documento usado, documento aguardando destinação e documento com valor permanente. Resumo de bolso: corrente = uso frequente; intermediário = espera; permanente = guarda definitiva. Se você lembrar dessa sequência, a questão perde o encanto e vira só mais uma visita ao arquivo, sem drama.