O conjunto de documentos em tramitação, com elevado potencial de uso e consulta frequente, pelos assistentes administrativos do Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado de Goiás, refere-se aos documentos de arquivo:
- A)Morto.
Errada, porque “morto” não é a nomenclatura técnica de classificação arquivística.
- B)Corrente.
Certa, pois documentos em tramitação e de uso frequente compõem o arquivo corrente.
- C)Permanente.
Errada, porque o arquivo permanente reúne documentos de valor histórico ou probatório duradouro, não os de uso rotineiro.
- D)Intermediário.
Errada, pois o arquivo intermediário guarda documentos pouco consultados, mas ainda sujeitos a prazo de guarda.
Gabarito: B
Na Arquivologia, os documentos são classificados conforme a fase em que se encontram no ciclo de vida. Quando o documento ainda está sendo usado no dia a dia, circulando entre setores, com consulta frequente e valor administrativo imediato, ele é chamado de documento de arquivo corrente. É aquele material que ainda está “na ativa”, resolvendo a rotina da instituição sem precisar ser guardado como peça histórica ou apenas para eventual consulta futura. Já os documentos intermediários são os que deixaram de ser usados com frequência, mas ainda precisam ficar guardados por obrigação legal, administrativa ou fiscal, até vencer o prazo de guarda. Os permanentes, por sua vez, são os que têm valor histórico, probatório ou informativo duradouro e não devem ser eliminados. O “morto” é expressão popular, mas não é a classificação técnica correta em Arquivologia. Por isso, quando o enunciado fala em “conjunto de documentos em tramitação, com elevado potencial de uso e consulta frequente”, está descrevendo exatamente o arquivo corrente. A ideia central é: tramita muito, consulta muito, logo pertence à fase corrente. Esse entendimento está alinhado à doutrina arquivística clássica, baseada na teoria das três idades, amplamente cobrada em concursos.