A Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE) prevê a existência de oito áreas e vinte e oito elementos de descrição, uma área e dois elementos a mais que a Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (ISAD G). A área onde se registra os termos selecionados para localização e recuperação da unidade de descrição refere-se à área de
- A)fontes relacionadas.
Errada, porque fontes relacionadas tratam de vínculos entre documentos ou unidades de descrição, não de termos para recuperação.
- B)conteúdo e estrutura.
Errada, pois conteúdo e estrutura descrevem o assunto e a organização interna do documento, não os pontos de busca.
- C)controle da descrição.
Errada, já que controle da descrição se relaciona à identificação e ao histórico da própria descrição, não à recuperação por termos.
- D)condições de acesso e uso.
Errada, porque condições de acesso e uso tratam das restrições e regras de consulta, não dos termos de localização.
- E)pontos de acesso e descrição de assuntos.
Certa, pois é a área destinada aos pontos de acesso e aos assuntos usados para localizar e recuperar a unidade de descrição.
Gabarito: E
A NOBRADE é a norma brasileira que organiza a descrição arquivística em áreas e elementos, seguindo a lógica da ISAD(G), mas com adaptações próprias. Em prova, o pulo do gato é lembrar que cada área trata de um aspecto da identificação do documento: quem produziu, quando foi produzido, como se conserva, se tem restrição, e como você vai encontrá-lo de novo no acervo. Quando a questão fala em “termos selecionados para localização e recuperação da unidade de descrição”, ela está apontando para a parte da descrição que ajuda o usuário a achar o documento por assunto, nome, local, forma ou qualquer ponto útil de busca. Em outras palavras: não é sobre conteúdo interno nem sobre acesso físico, mas sobre indexação e recuperação. Na NOBRADE, essa função fica na área de pontos de acesso e descrição de assuntos. É ali que entram os termos controlados e outros recursos usados para busca, facilitando a recuperação da informação arquivística. Por isso o gabarito é a letra E. Se você confundir com áreas como condições de acesso e uso ou conteúdo e estrutura, cai na armadilha clássica: uma coisa é dizer se o documento pode ser consultado; outra é criar o caminho para encontrá-lo. A primeira abre a porta, a segunda mostra o endereço.