Segundo Rodrigues (2008), o procedimento da identificação arquivística é realizado a partir de um conjunto de atividades integradas, com unidade metodológica, cujas tarefas são desenvolvidas na seguinte ordem:
- A)identificação do tipo e delimitação da série documental
Errada, porque começa pelo tipo documental e pela série sem antes reconhecer o órgão produtor, invertendo a lógica da identificação arquivística.
- B)diagnóstico do acervo e avaliação dos tipos documentais
Errada, porque fala em diagnóstico do acervo e avaliação, etapas mais amplas e posteriores, não na sequência metodológica da identificação.
- C)identificação do órgão produtor e identificação dos tipos documentais
Certa, porque segue a ordem proposta por Rodrigues: primeiro o órgão produtor, depois os tipos documentais.
- D)identificação do elemento orgânico e identificação do elemento funcional
Errada, porque mistura elementos orgânico e funcional de forma genérica, sem reproduzir a sequência pedida na metodologia da identificação.
Gabarito: C
A identificação arquivística é uma etapa de reconhecimento do contexto de produção dos documentos antes de qualquer decisão de classificação, avaliação ou destinação. A ideia central é entender quem produziu, em que função/atividade, e quais tipos documentais surgiram dessa dinâmica. Primeiro você olha para o órgão produtor, porque documento de arquivo não aparece do nada: ele nasce ligado a uma instituição e às suas funções. Segundo Rodrigues (2008), o procedimento de identificação é feito por atividades integradas e com unidade metodológica. Nessa lógica, a sequência começa pela identificação do órgão produtor e, em seguida, pela identificação dos tipos documentais. Isso faz sentido porque, conhecendo o produtor, você consegue entender melhor a estrutura, as competências e os documentos que ele gera no dia a dia. Esse raciocínio é bem útil na gestão de documentos, especialmente em arquivos corrente e intermediário, porque evita classificar ou avaliar no escuro. Primeiro vem o contexto orgânico-funcional, depois a leitura dos documentos em si. É a velha regra arquivística: sem entender a origem, você corre o risco de tratar documento de arquivo como papel solto de gaveta. Por isso o gabarito é a alternativa C. Ela respeita a ordem metodológica apresentada por Rodrigues: identificação do órgão produtor, depois identificação dos tipos documentais.